sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ir para o Infantário!

Depois da primeira semana de estágio, foi possível ver muitas crianças a chorarem pelas mamãs e pelos papás. Para o primeiro dia até doi na alma ver aquelas lágrimas a cairem pelo rosto, contudo e como estudante desta profissão percebo que é normal e que os primeiros dias custam sempre. Mas estamos lá para vos ajudar.

Ir para o infantário

Lembre-se que o seu filho precisa de algum tempo para se ambientar e que você pode ajudá-lo.



Alguns pais, por força das circunstâncias, colocam os filhos no infantário logo aos 3 meses de idade. Outros optam por deixá-los à guarda de uma ama ou dos avós durante os primeiros anos de vida.

Certo é que, mais hoje, mais amanhã, acaba por chegar o dia em que ingressam no infantário, e isto produz um misto de satisfação, orgulho mas também de nostalgia. Afinal de contas quer dizer que o seu bebé já está um pouco mais crescidinho...

A fase de adaptação

Em regra, os primeiros dias são complicados. Quando mais novinha for a criança, mais fácil e rápida será a adaptação mas nos casos em que vão para o infantário aos 3-4 anos, é de esperar alguma reacção negativa.

Uns adaptam-se melhor que outros e tudo está intimamente ligado à empatia que se gera com a Educadora.

Temos de ter em conta que a entrada para o infantário produz alterações profundas no mundo da criança. Até esta idade, os pais foram o pilar de todo o desenvolvimento. Foram eles que a ensinaram a comer, a vestir-se, a lavar-se e a conviver com os outros.

No fundo, mesmo sem se aperceberem, transmitiram-lhe a maior parte das regras fundamentais para que pudesse viver em sociedade. Com a ida para o infantário, chega a altura de colocar muitas destas aquisições em prática.

Uma criança que já adquiriu alguma autonomia, decerto irá adaptar-se mais facilmente. As regras podem ser um pouco diferentes, mas não deixam de ser regras, e se está à partida habituada a cumpri-las não irá estranhar. Ainda assim, alguma preparação poderá haver, como por exemplo ir lá um tempo antes para que ela possa conhecer o espaço e a educadora.

Por fim o GRANDE dia!

A criança pode experimentar sentimentos de profundo abandono e até de solidão quando é deixada no infantário, uma vez que não pode contar com a presença do pai, da mãe, da ama ou dos avós.

Em contrapartida passa a estar integrada num grupo de crianças completamente desconhecidas que se podem mostrar hostis nos primeiros dias.

Temos de ter em conta que existem sempre algumas que já se conhecem de outros anos, uma vez que ingressaram no infantário muito mais cedo e já têm o seu grupinho formado.

Algumas vezes acontecem agressões, mordidelas, puxões de cabelo ... mas tudo isso é perfeitamente natural, portanto não se assuste nem coloque a hipótese de o retirar do infantário.

No geral, as amizades infantis trilham caminhos completamente distintos das amizades adultas. De inicio é natural que se agridam fisicamente mas em breve irão transformar-se em amigos inseparáveis.

Para além disso, a educadora não pode dispensar-lhe todas as atenções uma vez que tem vários meninos a seu cargo. Adaptar-se a tantas mudanças ao mesmo tempo é muito dificil. Por tudo isso, não é de estranhar que fique a chorar, mas isso acaba por ser ultrapassado.

Não quero ir !

Algumas crianças recusam-se terminantemente a ficar. Choram, gritam, dão pontapés e torna-se impossível demovê-las. Quando deixados à força, muitas vezes a educadora telefona para que os vão buscar.

Se este comportamento se mantiver por muito tempo. é importante tentar perceber qual a razão que está por detrás. A insegurança poderá ser um motivo, e frequentemente intensifica-se quando os pais optam por os deixar e saírem apressadamente, sem dar tempo para alguma habituação. Há que ter alguma paciência e sobretudo muita disponibilidade (guarde alguns dias das suas férias para esta altura).

Ir lá frequentemente, acompanhá-lo na adaptação é a única maneira de resolver o problema. Ao mesmo tempo, há que estabelecer uma relação com a educadora, para que o seu filho sinta que ela é uma pessoa que também o pode ajudar e não a encarar como uma estranha.

Não se atrase a ir buscá-lo !

Devido às actividades profissionais, muitos pais acabam por deixar os filhos até muito tarde no infantário. É vê-los sozinhos num canto, a inventarem brincadeiras ou a chorarem ao colo de uma contínua.

É certo que, por vezes se torna impossível evitar estas situações. Uma reunião de última hora, um transporte que se perdeu, o trânsito que estava um caos, mas existem sempre alternativas.

Uma vizinha simpática, um primo mais velho, os avós… alguém que se possa recrutar à pressa e que evite este sofrimento à criança. É que sentir-se abandonado, esquecido, pelos pais, é algo extremamente traumatizante e que provoca um sentimento de extrema solidão e desamparo.

Transmita-lhe segurança!

Todas as manhãs, quando o for levar, crie um ambiente alegre e descontraído (cantem em conjunto, ou conte-lhe uma história cujo tema seja o de um menino que não queria ir para a escolinha mas que depois arranjou muitos amiguinhos e adorou a experiência ...)

Diga-lhe o que vai ser o seu dia e dê-lhe uma referência clara, para que ele consiga situar o momento em que o irá buscar (por exemplo, depois do lanche )

Se ele possuir algum boneco de estimação, pergunte à educadora se não é possível deixar-se acompanhar por ele, deste modo sentir-se-á mais acompanhado.

Festeje o primeiro dia em que ele fique pacificamente (sem chorar nem fazer qualquer tipo de birra). Telefone aos avós a contar a novidade, leve-o a comer o doce preferido, dê-lhe muitos beijinhos...

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