domingo, 28 de junho de 2009

Oficina de escrita

Esta semana resolvi postar também o meu conto feito para o teste de Português. Foi um conto que gostei muito de fazer e com o qual fiquei satisfeito pelo resultado final. Correu muito bem e a nota do teste também o demonstrou. Mas mais do que isso, esta história revela aquilo que eu gosto na leitura. Um verdadeiro conto onde a imaginação se sobrepõe à realidade. Foi muito devido ao conto que o teste correu tão bem. Assim sendo e como à muito tempo que não coloco um trabalho no Blog propriamente dito, visto que o meu portfolio está Online no Scribd, então aqui vai a história de...

O Mago e o Aprendiz

( baseado num excerto dado pela Professora Josete de Português, abaixo indicado)

Um velho mago muito sábio, possuia poderes curativos e acreditava na combinação das espécies. Um dia instrui um aprendiz revela-lhe algumas poções secretas...

Posso dizer com toda a certeza que conheço as magias deste mundo em que vivo. Conheço as artimanhas, os truques e os andarilhos da feitiçaria que passa de professor para aprendiz. Alunos tive muitos, até porque a idade já pesa. Sem querer alimentar o meu ego, digo sabiamente que sou sábio, depois de uma longa jornada ao ouvi-lo da voz do povo. Lembro-me de ter tido outro nome. Insano ou maluco, como me chamavam as crianças que riam a bom rir das minhas tentativas em combinar várias espécies de animais com a raça humana. Já não riam os pais, que por acreditarem tanto nos meus poderes curativos, deixava-me vaguear pelas minhas poções como uma espécie de moeda de troca pela boa vontade do mago mor que ora sim ora sim lá salvava as suas crias. Ser mago não era para qualquer um, mas eu desde sempre, revelara um enorme talento para a coisa. Com 7 anos de idade maga, qualquer objecto ou coisa que se assemelhasse a um ingrediente mágico, fazia parte da minha lista pronta a entrar no caldeirão mágico. O meu pai dizia que era coisas de miúdo. Já a minha mãe enervava-se muito. Principalmente porque eu tentava atravessar paredes, com palavras mágicas, até em casos de emergência como ir à casa de banho, fazendo aqui a magia noutro sítio devido ao tempo que perdia a viajar pela mente encruzilhada de um mago. Aos 16 anos fugi de casa. O meu sonho era ser mago e eu estava farto de combinar água com legumes, porque sabia bem que era uma sopa. Um mago era insano, não era parvo. Sofri em busca de um sustento, mas lá trabalhei numa loja de ferragens. Chegou um dia, à minha beira, um velho de longas barbas brancas, ar sábio de quem conhecia o mundo, óculos descaídos e roupas muito longas. Pediu-me uma espada que conseguisse furar as entranhas de um Dragão. Mas não era um Dragão qualquer. Era um Dragão alado que cantava ao raiar do sol. Um Dragalo. Uma mistura de Dragão com Galo. Eu fiz a melhor espada que soube. Quando lha dei, olhou para mim de alto a baixo, espetou a espada na madeira da bancada, agarrou-me pelo braço e levou-me da loja de ferragens. Enquanto me agarrava no braço disse-me que eu tinha alma de mago e que reúnia as 3 condições essenciais para se ser um. Estava a meu cargo, era inteligente e desenrrascado e como se não bastasse acreditava na combinação de espécies. Perguntei o que a ultima queria dizer. O mago passou a mão pela barba e disse que só quem acredita neste pressuposto, pode construir uma espada que furasse um Dragalo, na medida em que o mesmo não existia, ou tinha sido avistado atá à data daquela conversa. Enquanto os meus olhos brilhavam, na esperança do sonho de uma vida, o mago prometeu ensinar-me as suas duas poções mais secretas, podendo dar continuidade ao seu trabalho, porque um mago vive mais anos, mas tem direito à reforma. Fique lisonjeado e trabalhei muito para receber todos os seus ensinamentos. Com 25 anos, já curava pessoas. Os poderes curativos são os mais fáceis de aprender. 10 anos depois aprendi a teletransportar-me. Finalmente. E não eram precisas palavras mágicas como tinha pensado. Cheguei à conclusão que minha mãe tinha razão ao dizer que eu parecia parvo, quando me punha a gritar palavras inexistentes. Hoje, tenho 107 anos e ainda não aprendi a fazer um Dragalo. Ser mago é um ensinamento para a vida. Somos os curandeiros de aldeias, os mestres de feitiçarias e os malucos das poções. Mas acredito que se podem combinar espécies. Por isso é que ainda hoje tento combinar um Dragão com um Galo. Quando descobrir, e se tiver um aprendiz no momento, não lhe direi, porque a vida de mago é mais intensa se tivermos algo em que acreditar. Mas posso ensinar-lhe a salvar uma vida. Basta dizer a um menino que uma sopa de legumes é a melhor das poções, de modo a bebê-la, e ele ficará salvo das garras da mãe. Isto é quase certo. Os que ainda estão a pensar no Dragalo, pode ser que nos encontremos.

1 comentários:

Bruna disse...

Realmente a tua imaginação não tem limites, Fábio, excelente conto, fiquei extremamente maravilhada. Tens muitas capacidades, alias, és um optimo aluno. Além de possuires essas capacidades, em tudo o que fazes empenhaste e demonstras o que vales. és um exemplo a seguir, fabinho. Aprecio muito o teu trabalho e a tua maneira de ser. Continua assim rapz!

beijinhos brother :p


(Depois diz la que não sou tua amiga, aqui a fazer um coment destes xD)