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domingo, 6 de junho de 2010


“O mano está a chegar! E agora?”
O nascimento de um irmão é um acontecimento de vida bastante importante, sendo um marco na vida de qualquer criança.

Assiste-se a uma alteração da estrutura familiar, de algumas rotinas e a criança tem de aprender a partilhar o que de mais valioso tem na sua vida, o amor dos pais.

Mesmo a criança que deseja intensamente ter um irmão, sente-se de certa forma ameaçada com a sua chegada. Surge então uma variedade de sentimentos positivos e negativos, que são bastante difíceis de gerir por uma criança desta idade. Como pais e educadores, é nosso dever dar-lhes uma ajudinha…

A preparação para a chegada do novo membro da família é de extrema importância. Com ela, conseguimos trabalhar inseguranças e medos, obtendo uma adaptação gradual e saudável à nova realidade familiar.

É importante:

- Falar com a criança acerca das suas expectativas sobre o irmão que está para vir, acalmando as suas inseguranças e reforçando o seu amor incondicional por ela, focando também os aspectos positivos de ter um irmão mais novo (por exemplo: ter companhia, ter alguém com quem brincar). Tenha o cuidado de não dar um lugar de demasiado destaque ao bebé que está para vir, de forma a que a criança não se sinta inferiorizada. Afinal, ele é o irmão mais velho e vai ser ele o “líder da fratria”.

- Torná-la no seu aliado da preparação para chegada do bebé, assim, a criança poderá também ter um papel na escolha da roupa do bebé, dos brinquedos, do quarto e até mesmo do nome, o que além de fortalecer o relacionamento com os pais, fará com que se sinta muito importante e especial, e as pessoas importantes e especiais jamais serão substituídas!

- A sensibilização da criança para os cuidados que o mano exige, uma vez que a ajudará na compreensão e aceitação de que os pais terão que dispensar algum tempo e atenção ao bebé, enquanto o alimentam, trocam a fralda, etc. Uma boa maneira de sensibilizar a criança é falar-lhe de quando ela era bebé e de todos os cuidados que os pais tinham consigo, da mesma forma que terão de ter com o bebé que está a caminho.

Ciúmes? Claro que sim!
O bebé já nasceu e agora que a criança tomou contacto com o seu possível “rival de afecto e atenção”, sente que alguém lhe roubou aquele lugar especial no coração dos pais… Surge então o ciúme e a hostilidade para com o irmão.

A melhor ferramenta que os pais têm para lidar com esta situação incómoda e causadora de stress familiar é a descontracção e a compreensão.

É compreensível que uma criança habituada a receber toda a atenção e amor só para ela se sinta revoltada quando tem que partilhar o seu maior tesouro.

Há que lhe mostrar que o amor que os pais sentiam por ela não diminuiu aquando do nascimento do mano e ela terá sempre o seu lugar assegurado no coração dos pais.

Para a criança é também difícil gerir os sentimentos negativos relativamente ao irmão, até porque são por um lado geradores de culpa e por outro, geradores de medo, de que os pais deixem definitivamente de gostar dela por manifestar tais sentimentos.

É assim, muito importante para a criança sentir-se incondicionalmente amada e verdadeiramente compreendida.

Regressão ou chamada de atenção?
Com a chegada do irmão, muitas crianças regridem, procurando instintivamente recuperar a atenção dos pais, numa “competição” inconsciente com o bebé.

Esta regressão pode manifestar-se de diversas formas: voltar a falar à bebé, não querer comer sozinha, pedir a chucha, o biberão, ter enurese nocturna, querer dormir na cama dos pais, ter um sono e humor instável e até mesmo manifestar algumas somatizações como dores de cabeça e de barriga. Esta regressão deve ser encarada como uma forma de tentar chamar a si, novamente, a atenção e o amor dos pais.

Uma vez que os pais percebam esse apelo da criança, o aceitem e lhe mostrem que ela será sempre especial e continuará sempre a ser amada, os sintomas tendem a desaparecer de forma natural.

É um erro considerar a regressão como uma forma de birra, capricho ou descuido na educação e tentar combatê-la com proibições e rigidez.

Não permitir que a criança faça esta regressão temporária é um erro, na medida em que ela precisa de tempo para se reorganizar e alcançar a sua estabilidade emocional.

É importante referir que, caso a regressão se instale, deve recorrer a ajuda de profissionais da área da psicologia e pedopsiquiatria.

Sugestões para que o seu filha receba o irmão de braços abertos

☺ Não à invasão! A fim de não deixar que a criança sinta o seu território invadido, pode-lhe sugerir que seja ela a apresentar a casa ao mano quando ele chegar a casa. Será a confirmação do seu título de “líder da fratria” e a derradeira auto-afirmação em relação ao recém-chegado.

☺ Não à substituição! É desejável que se evitem mudanças na rotina da criança, como a entrada para a escola, mudança de quarto ou ida para a casa dos avós, pois nesta fase ela precisa de segurança e estabilidade. Mesmo que as mudanças sejam coincidências, a criança não as entenderá como tal, serão sentidas como uma nítida substituição e abandono.

☺ Super aliado! Tornar a criança no seu aliado em cuidar do bebé é algo que a fará sentir-se responsável, útil e feliz, à medida que fortalece o laço afectivo entre os irmãos. À sua maneira, a criança poderá dar o seu contributo nas várias situações de cuidados do bebé, ajudar na alimentação, no banho, a vestir, a trocar a fralda e sempre que possível poderá brincar com ele.

☺ Ele gosta de mim! Sempre que oportuno demonstre à criança que o bebé gosta dele, porque sorri quando está com ele ou porque o segue atentamente com o olhar. Isso criará uma empatia mútua entre os irmãos.

☺ Eu compreendo! Quando a criança se mostra desagradada com o facto do irmão chorar muito ou dar muito trabalho, é importante não desvalorizar o sentimento da criança ou pior, fazê-la sentir-se mal com esse sentimento. Mostre-lhe que a compreende, que às vezes é desagradável estar a ouvi-lo chorar e ter de estar sempre a cuidar dele. Ao se sentir ouvida e compreendida, a criança terá tendência a desvalorizar por si mesma esses aspectos “menos positivos” de ter um irmão bebé.

☺ Já sou crescido! As crianças adoram sentir que já são crescidas e se isso sai da boca do pai ou da mãe é motivo para um grande orgulho. Se o seu filho mostra maturidade (para a sua idade) em relação ao irmão, diga-lhe que está satisfeito com os seus comportamentos e atitudes. Ele vai ter vontade de fazer cada vez mais e melhor.

☺ Eu continuo a ser Eu! Ao continuar a fazer as actividades que ele tanto gosta, em conjunto com o seu filho, ele vai valorizar esse tempo privilegiado e sentir que não está a ser prejudicado pelo nascimento irmão mais novo. No Gymboree muitos pais, apesar do tempo ser mais reduzido, não deixam de fazer a sua aula com o filho mais velho, reservando aquele espaço e aquele tempo exclusivamente para ele. É o seu momento de “filho único”, com toda a atenção focalizada nele.

☺ Eu sou mesmo especial! Não basta dizer ao seu filho que ele é especial, deve mostrar-lhe o quão especial ele é, reservando tempo só para ele, brincadeiras, passeios, histórias, lanchinhos dedicados só a ele, tal como antigamente. Isso fará com que se sinta seguro e verdadeiramente especial.

O contributo do Gymboree
A pensar precisamente na união da família e no seu crescimento como um todo surge o Family Gymboree. Este programa junta os dois papás e os dois filhotes numa mesma aula!

Como conseguir uma aula em que cada um deles se sinta especial e com um papel activo e único? Cada uma das crianças tem sempre a companhia ou do pai ou da mãe, para que nunca se sinta sozinho ou posto de parte em relação ao irmão.

O mais pequeno requer mais atenção e cuidado porque tem mais dificuldade em percorrer os equipamentos e é aí que o irmão mais velho tem um papel importantíssimo!

Sempre que quiser, pode ajudar o mano a fazer a actividade, explicar-lhe como se faz, exemplificar e até mesmo fazerem em conjunto.

O irmão mais velho assume a posição de modelo, o mais forte e o mais capaz, ao mesmo tempo que o mais pequenino também está na posição privilegiada, pois é cuidado pelo pai e pelo mano!

É uma óptima forma de fazer com que cada um se sinta especial!

DESTAQUES

Uma boa maneira de sensibilizar a criança é falar-lhe de quando ela era bebé e de todos os cuidados que os pais tinham consigo

O bebé já nasceu e agora que a criança tomou contacto com o seu possível “rival de afecto e atenção”, sente que alguém lhe roubou aquele lugar especial no coração dos pais…

Com a chegada do irmão, muitas crianças regridem, procurando instintivamente recuperar a atenção dos pais, numa “competição” inconsciente com o bebé

Fonte: http://familia.sapo.pt/crianca/emocoes/mae_ideal/1066037-2.html

domingo, 2 de maio de 2010

Choque Electrico - Saúde Infantil

Em caso de acidente com electricidade:

[1] Corte a energia retirando a ficha da tomada. Se não puder alcançar a tomada, desligue o quadro.

  • Não utilize o interruptor do Electrodoméstico. A causa do acidente pode ter sido uma avaria do próprio interruptor.

[2] Na impossibilidade de cortar a energia, coloque debaixo dos pés material isolante - por exemplo, uma espessa camada de jornais - e afaste da fonte de energia os membros da vítima com um cabo de vassoura ou uma cadeira de madeira.

  • Não utilize objectos húmidos ou metálicos.

Em alternativa passe uma corda ou qualquer pano seco em volta dos pés ou por debaixo dos braços da vítima e puxe-a.

  • Não toque na vítima com as mãos.
  • Não utilize nada molhado, como por exemplo, uma toalha húmida.

[3] Se a vítima estiver inconsciente, ponha-a na posição lateral de segurança. [4] Se a vítima perdeu a consciência, sofreu queimaduras ou se sente mal, telefone para providenciar uma ambulânia ou transporte a vítima ao serviço de urgência do hospital.
Informe o hospital sobre o período de tempo que a vítima esteve em contacto com a fonte de energia eléctrica.

Fonte: http://sweet.ua.pt/~helder/sos/choque.html


sábado, 17 de abril de 2010

Pack Ilustração Infantil

Para quem gosta de ilustração infantil, aqui este valioso pack, com as mais diversas imagens viradas para um publico muito especial, as crianças.

O Sentido de Número e Visualisação no Pré Escolas e 1º Ciclo

Toda a Escolinha de Música

A maior produção de música infantil dos ultimos tempos está de volta com uma mão cheia de música em edicção de colecionador. Leva agora para casa toda a escolinha de música.

"A produção infantil de maior sucesso dos últimos anos chama-se ESCOLINHA DE MÚSICA.

Os três volumes editados entre 2005 e 2009 venderam já mais de 120.000 unidades.

Para um público que está sempre em renovação (pais e filhos), esta é a oportunidade de adquirir a um preço imbatível todas as edições de ESCOLINHA DE MÚSICA numa única embalagem, especialmente desenvolvida para este lançamento.

Esta é a edição definitiva de TODA A ESCOLINHA DE MÚSICA em 3 CDs+3 DVDs."

Receita para fazer plasticina

Pela Internet encontra-se de tudo um pouco. Não acreditam? Então vejam esta receita para fazer plasticina no verdadeiro sentido da palavra. Muito bom!

Dia Mundial da Voz - 16 de Abril


O que é a Voz?

Desde sempre, que o homem sente necessidade de comunicar, sendo a voz um dos veículos de transmissão da mensagem, de forma a expormos as nossas ideias com clareza e eficácia. Também constitui um instrumento, relevante na socialização (como factor de estabelecimento das relações), estimulando reacções de interesse, de alegria, permitindo desenvolver afectividade. Pode-se considerar a voz, como o resultado da expressão corporal, dependente do bem estar físico e psíquico do indivíduo.

A voz, deve possuir um conjunto de características (intensidade, altura, duração e ritmo), permitindo um uso adequado e sua percepção agradável aos outros. Quando estas características, se alteram, instala-se um desvio, ou seja, deixa de ser aceite como “normal” se não estiver adequada ao sexo, à idade ou ao contexto sócio-cultural.

Como se produz a Voz?

1º Ao sentir vontade de falar, o cérebro transmite impulsos nervosos aos músculos do sistema respiratório,

2º esses músculos, ao contraírem-se, geram uma determinada pressão sob o volume de ar nos pulmões, que é forçado a subir ao longo da traqueia,

3º chegando à laringe (onde se situam as pregas vocais, formando um V invertido), o ar flui pelas pregas vocais, colocando-as em vibração, gerando um som,

4º esse som é modulado/amplificado, pelas estruturas do tracto vocal (cavidades de ressonância: faríngea, bucal e nasal e estruturas articulatórias, que se movimentam: lábios, língua e mandíbula), originando a voz, como um conjunto de sons da fala.

Qualquer alteração, ao longo desta via, quer seja por motivos estruturais e/ou comportamentais, irá condicionar uma boa qualidade vocal. As alterações da qualidade vocal designam-se por Disfonias.

Actividades para o Dia Mundial Da Voz

* Imitação
* Declamação
* Canto
* Identificar os principais cuidados com a voz
* Analisar as situações que diariamente exigem maior esforço vocal
* Compreender como se produz a Voz
* Identificação de vozes de professores e alunos
* Classificar as vozes de que mais gostamos e perceber porquê
* Identificar os ruídos que perturbam na sala de aula
* Hábitos e comportamentos que influenciam a Voz
* Como se pode melhorar a acústica da sala de aula

A História da Gabriela Tagarela



Visita a Fábrica da Voz - Clica aqui

Fontes: http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/1022
http://www.diamundialdavoz.com/site_dmv/default.asp

Mordeduras e Picadas

As Queimaduras



Queimaduras - Saúde Infantil


Como Actuar?

Queimaduras

A gravidade da queimadura depende de vários factores:
- Da zona atingida pela queimadura.
- Da extensão da pele queimada.
- Da profundidade da queimadura.

Sinais e Sintomas:
De acordo com a profundidade atingida, as queimaduras classificam-se em 3 graus:

1.Queimadura do 1º grau
São as queimaduras menos graves, apenas a camada externa da pele (epiderme)
é afectada.
A pele fica vermelha e quente e há sensação de calor e dor (queimadura
simples).

2.Queimadura do 2º grau
Às características da queimadura do 1º grau junta-se a existência de bolhas
com líquido ou flictenas.
Esta queimadura já atinge a derme e é bastante dolorosa (queimadura mais
grave).

3.Queimadura do 3º grau
Às características das queimaduras dos graus 1 e 2, junta-se a destruição dos tecidos.
A queimadura atinge tecidos mais profundos provocando uma lesão grave e a pele fica carbonizada (queimadura muito grave).
A vítima pode entrar em estado de choque.

O que deve fazer:
- Se a roupa estiver a arder, envolver a vítima numa toalha molhada ou, na sua falta, fazê-la rolar pelo chão ou envolvê-la num cobertor (cuidado com os tecidos sintéticos).
- Se a vítima se queimou com água ou outro líquido a ferver, despi-la imediatamente.
- Dar água a beber frequentemente.

1.Se a queimadura for do 1º grau (queimadura simples)
- Arrefecer a região queimada com soro fisiológico ou, na sua falta, com água fria corrente ou cubos de gelo, até a dor acalmar.

2.Se a queimadura for do 2º grau (com bolhas)
- Arrefecer a região queimada com soro fisiológico ou, na sua falta, com água fria corrente ou cubos de gelo, até a dor acalmar.
- Lavar cuidadosamente com um anti-séptico (não aplicar álcool).
- Se as bolhas rebentarem, não cortar a pele da bolha esvaziada; tratar como qualquer outra ferida. O penso deve manter-se 48 horas e só depois expor a
zona queimada ao ar para evitar o risco de infecção/ tétano.

Transportar a vítima para o Hospital.

3.Se a queimadura for do 3º grau (profunda)
- Arrefecer a região queimada com soro fisiológico ou, na sua falta, com água fria corrente ou cubos de gelo, até a dor acalmar.
- Lavar cuidadosamente com um anti-séptico (não aplicar álcool).
- Tratar como qualquer outra ferida.
- Se a queimadura for muito extensa, envolver a vítima num lençol lavado e que não largue pelos, previamente humedecido com soro fisiológico ou, na falta, com água simples.

É uma situação grave que necessita transporte urgênte para o Hospital.

O que não deve fazer:
- Retirar qualquer pedaço de tecido que tenha ficado agarrado à queimadura.
- Rebentar as bolhas ou tentar tirar a pele das bolhas que rebentaram.
- Aplicar sobre a queimadura outros produtos além dos referidos.

Fonte: http://www.hsc.min-saude.pt/Emergencia/ComoActuar/queimaduras.htm

sábado, 10 de abril de 2010

O Principezinho



Aqui fica um resumo da história que vamos retratar em Psicologia. Para quem nunca teve a opurtunidade de ler, ela aparece agora.

O narrador, um piloto de avião, cujo avião despenha-se no deserto do Sahara. O acidente estraga o avião e deixa o narrador com pouca água e comida. Enquanto ele estava preocupado com a sua actual situação, o Principezinho aproxima-se dele. Este era um pequeno rapaz loiro que pede ao narrador para lhe desenhar uma ovelha. O narrador aceita, e os dois tornam-se amigos. O piloto aprende que o Principezinho vem de um pequeno planeta chamado Asteróide 324, mas as pessoas na Terra chamam-no de Asteróide B-612. O Principezinho tem bastante cuidado com o seu planeta, evitando que ervas daninhas cresçam. Um dia, uma misteriosa rosa floresce no planeta e o Principezinho torna-se amigo dela. Porém um dia ele apercebeu-se que a rosa mentia-lhe, logo não podia confiar nela. Ele tornou-se solitário e decidiu partir. Apesar de se ter reconciliado com a rosa, o Principezinho decidiu explorar outros planetas e curar a sua solidão.Enquanto viajava, o narrador diz-nos, que o Principezinho passa por asteróides vizinhos e encontra pela primeira vez o estranho mundo dos adultos. Nos seis planetas que o Principezinho visita, ele encontra um Rei, um Presunçoso, um Bêbado, um Homem de Negócios, um Acendedor de Candeeiros, um Geógrafo, todos eles vivem sozinhos e estão completamente consumidos pelas suas actividades. Tais estranhos comportamentos divertem e perturbam o pequeno príncipe. Ele não entende a necessidade de mandar nas pessoas, de ser admirado, e possuir tudo. Com a excepção do Acendedor de Candeeiros, cuja persistência o Principezinho admira, ele não pensa muito nos adultos que visita e nem aprende algo útil. No entanto, aprende com o Geógrafo que as flores não duram para sempre e por isso começar a sentir saudades da rosa que deixou no seu planeta.Devido à sugestão do Geógrafo, o Principezinho visita a Terra, mas ele aterra no meio do deserto e não encontra humanos. Em vez disso, ele conhece uma serpente cobra que lhe fala em enigmas e insinua que se ela desejar devido ao seu veneno mortal pode enviá-lo para estrelas. O Principezinho ignora a oferta e continua a sua exploração, parando para falar com uma flor e subindo a montanha mais que ele encontra, onde ele confunde o eco da sua voz com uma conversa. Ele encontra uma rosa, que o surpreende e o deprime – a sua rosa tinha-lhe dito que ela era a única da sua espécie. O Principezinho torna-se amigo de uma raposa, que lhe ensina que as coisas importantes são visíveis ao coração, e que o tempo que ele esteve longe da rosa faz com que a rosa seja especial para ele e que o amor torna a pessoa responsável pelos seres que ama. O Principezinho toma consciência que apesar de haver muitas rosas, o seu amor pela rosa faz com que ela seja única e que ele seja por isso responsável por ela. Apesar desta revelação, ele sente-se muito sozinho porque está tão afastado da sua rosa. O Príncipe termina a sua história descrevendo os encontros com dois homens: o Agulheiro e o Comerciante.No oitavo dia do narrado no deserto, e devido à sugestão do pequeno príncipe, ele procuram um poço. A água alimenta os seus coração tal como os seus corpos, e os dois partilham o momento de felicidades à medida que ambos concordam que muitas pessoas não vêem que o que é realmente importante na vida. Todavia o Principezinho apenas consegue pensar no regresso à sua rosa, e ele começa a fazer planos com a serpente para voltar ao seu planeta. O narrador consegue consertar o seu avião no dia anterior ao aniversário de um ano da chegada do Principezinho à Terra. O Principezinho e o narrador saem do lugar onde o primeiro tinha aterrado. A serpente morde o Príncipe, que cai devagar sem fazer barulho na areia.O narrador fica confortado quando não consegue encontrar o corpo do Principezinho no dia seguinte e está convencido que o Príncipe retornou ao seu asteróide. O narrador é também confortado pelas estrelas, nas quais ele agora ouve o riso do seu amigo. Muitas vezes, contudo, ele fica triste e pensa se a ovelha que ele desenhou terá comido a rosa do Principezinho. O narrador conclui mostrando aos leitores o desenho da paisagem do deserto e pedindo-nos para pararmos por uns instantes sob debaixo das estrelas se por acaso estivermos um dia em África, no deserto e para avisarmos imediatamente o narrador se o Principezinho voltar.

Fonte: http://apontamentoslp.wordpress.com/2007/08/13/resumo-do-conto/


Banda Desenhada também é importante!

É bom que surja alguem a defender um tipo de literatura bastante desprezado um pouco por todo o mundo. A banda desenhada é tão importante como qualquer outro tipo de literatura e as ilustrações só favorecem o imaginário infantil.

Cientista norte-americana defende papel dos «comics» na compreensão do mundo.

A banda desenhada começou a ser publicada na década de 1890, mas ainda hoje é tida por muito boa gente como um género menor. No entanto, uma investigadora norte-americana da universidade do Illinois defende que este tipo de material «é tão sofisticado como qualquer outra forma de literatura e as crianças beneficiam com ele tal como o fazem com outro tipo de livros».

Em resposta a quem afirma que as crianças apenas tomam atenção às imagens e não ao texto escrito, Carol Tilley afirma: «Algumas fazem isso. Mas este reparo também pode ser feito em relação aos livros infantis cheios de ilustrações e pouca gente os toma como uma perda de tempo».

Para a investigadora, «qualquer livro pode ser bom ou menos bom, conforme o uso que lhe é dado. E aí, parte da responsabilidade cabe à forma como os adultos o apresentam às crianças». A banda desenhada «é um outro meio, um outro género para passar a mensagem», advoga, adiantando: «se a leitura tem por objectivo atingir algum conhecimento e compreensão, a junção das imagens e do texto é uma mais-valia para esse processo», garante Tilley.

Fonte: http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2252&Itemid=60

Hans Christian Andersen

Comemorou-se no passado dia 2 de Abril, o aniversário de Hans Christian Andersen, um dos maiores escritores de historias para crianças. Conheçam agora um pouco mais sobre a lenda dos contos infantis.

Hans Christian Andresen (Odense, 2 de Abril de 1805 - Copenhague, 4 de Agosto de 1875) foi um poeta e escritor dinamarquês de histórias infantis. O pai era sapateiro, o que levou Andresen a ter dificuldades para se educar, mas os seus ensaios poéticos e o conto "Criança Moribunda" garantiram-lhe um lugar no Instituto de Conpenhagen. Escreveu peças de teatro, canções patrióticas, contos, histórias, e principalmente, contos de fadas, pelos quais é mundialmente conhecido.

Entre os contos de Andresen, destacam-se: "O Abeto", "O Patinho Feio", "A Caixinha de Surpresas", "Os Sapatinhos Vermelhos", "O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio", "O Soldadinho de Chumbo", "A Pequena Sereia", "A Roupa Nova do Rei". "A Princesa e a Ervilha" dentre outros.

Publicou ainda: O Improvisador (1835), Nada como um menestrel (1837), Livro de imagens sem imagens (1840), O romance da minha vida (autobiografia em dois volumes, publicada inicialmente na Alemanha em 1847), mas a sua maior obra foram os contos de fadas (Eventyrog Historier, Ou Histórias e Aventuras) que publicou de 1835 a 1872), onde o humor nórdico se alia a uma bonomia sorridente, e onde usa simultaneamente a base constituída por contos populares e uma ironia dirigida aos contemporâneos.

Importância actual

Graças à sua contribuição para a literatura infanto-juvenil, a data de seu nascimento, 2 de Abril, é hoje Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil. Além disso, o mais importante prémio internacional do género tem o seu nome.

Anualmente, a International Board on Books for Young People (IBBY) oferece a Medalha Hans Christian Andresen para os maiores nomes da literatura infanto-juvenil.




sexta-feira, 9 de abril de 2010

Autismo


O que é?

É uma alteração "cerebral" / "comportamental" que afecta a capacidade da pessoa comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que a rodeia.

Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, algumas apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes atrasos no desenvolvimento da linguagem.

Alguns parecem fechados e distantes e outros parecem presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.

O autismo é mais conhecido como um problema que se manifesta por um alheamento da criança ou adulto acerca do seu mundo exterior encontrando-se centrado em si mesmo ou seja existem perturbações das relações afectivas com o meio.

A maioria das crianças não fala e, quando falam, é comum a ecolalia (repetição de sons ou palavras), inversão pronominal etc..

O comportamento delas é constituído por actos repetitivos e estereotipados; não suportam mudanças de ambiente e preferem um contexto inanimado.

O termo autismo se refere às características de isolamento e auto-concentração das crianças.

O autista possui uma incapacidade inata para estabelecer relações afectivas, bem como para responder aos estímulos do meio.

É universalmente reconhecida a grande dificuldade que os autistas têm em relação à expressão das emoções.

Características comuns do autista:

* Tem dificuldade em estabelecer contacto com os olhos,
* Parece surdo, apesar de não o ser,
* Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente ela é completamente interrompida.
* Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros,
* Por vezes ataca e fere outras pessoas mesmo que não existam motivos para isso,
* Costuma estar inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas,
* Não explora o ambiente e as novidades e costuma restringir-se e fixar-se em poucas coisas,
* Apresenta certos gestos repetitivos e imotivados como balançar as mãos ou balançar-se,
* Cheira, morde ou lambe os brinquedos e ou roupas,
* Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente
* Etc.

Causas:

A nível médico as causas são desconhecidas apesar das investigações e estudos feitos.

Tratamentos:

Poucos são os tratamentos actualmente existentes uma vez que os resultados são muito pequenos e morosos.

Os tratamentos passam por uma estimulação constante e por um apoio constante como forma de estimular e fazer com que a criança interaja com o ambiente, com as pessoas e com outras crianças.

Novas abordagens:

Causas:

A observação e trabalho com crianças autistas (bem como com crianças disléxicas, hiperactivas e outras) mostra que as crianças autistas têm uma compressão demasiado grande ao nível da cabeça.

Isto pode equivaler a ter a cabeça colocada num torno.

O sofrimento que se consegue sentir quando se toca na cabeça destas crianças costuma ser imenso.

E quanto maior o sofrimento maior a compressão dos tecidos. A maneira como se reage ao sofrimento é muitas vezes contraindo o corpo e os tecidos.

E nas crianças autistas sente-se muito sofrimento sobretudo a nível dos tecidos. E é muito desse sofrimento que provoca a compressão que se costuma sentir na sua cabeça.

A maneira como reagimos às emoções é comprimindo o corpo. Veja como exemplo a raiva e o seu efeito no corpo.

Sabendo que a fáscia pode criar compressões de até 140 Kgs por centímetro quadrado, pode-se imaginar o que isso representa na cabeça da criança autista. (A Libertação Miofascial é uma das melhores terapias para trabalhar a fáscia).

Com tamanha compressão é mais do que óbvio que a criança ou adulto não consegue interagir com o meio pois está demasiado absorvido com a sua dor e com o seu desconforto.

As raivas da criança e a sua incapacidade de actuação encontram aqui as explicações.

Ninguém consegue estar bem nem interagir com o meio se está demasiado desconfortável.

Mais; os trabalhos e investigação do Dr. Upledger (criador da CranioSacral Therapy) mostraram que as tensões e compressões a nível das meninges existem nas crianças autistas e que estas precisam de sessões semanais (1 a 3) durante todo o seu crescimento até cerca dos 18 anos por forma a que o sistema crânio sacral funcione nas melhores condições uma vez que é este sistema que é o responsável por todo o ambiente fisiológico no qual todo o sistema nervoso vive, funciona e se desenvolve.

As tensões ao nível das meninges afectam todo o funcionamento não só do sistema crânio sacral mas de todo o sistema nervoso central pelo que há que libertar as tensões existentes nas meninges por forma a que o sistema crânio sacral e o sistema nervoso possam funcionar o melhor possível.

As tensões nas meninges existem e precisam de ser trabalhadas mas existem razões pelas quais elas estão tensas e são essas razões que precisam de ser trabalhadas e não apenas trabalhar as meninges. E para ir às causas destas tensões há que usar outras abordagens.

Pela minha experiência com estas e outras situações o que posso dizer é que de facto a tensão a nível da cabeça e a nível das meninges é demasiado grande o que explica o desconforto, irritação, agressividade, depressão, problemas de aprendizagem, desordens de atenção, défice de atenção, dislexia, hiperactividade, autismo, etc. que as crianças apresentam.

Tratamentos:

A solução para estes problemas passa por terapias que corrijam estas tensões, alterações e disfunções existentes.

Para o efeito pode-se utilizar a Terapia Craneo Sacral ou a Libertação Miofascial.

Eu pessoalmente uso mais esta ultima em virtude de ser muito mais rápida e eficaz e em virtude de trabalhar todo o corpo, desmemorizando os tecidos, trabalhar a fáscia e fazer muitas outras coisas. Mas só por si a Libertação Miofascial não chega.

Eu estou a utilizar outras abordagens por forma a acelerar os resultados e por forma a trabalhar as causas que estão por detrás destes problemas.

É assim que eu estou em trabalho de investigação para ver outras causas e outras soluções para que de facto os resultados surjam o mais rápido possível e para que a criança não tenha de andar a fazer várias sessões semanais até aos 18 anos.

Até ter resultados concretos e fiáveis vou continuando a fazer o meu trabalho o melhor que sei e o melhor que posso.

De tudo isto, facilmente se compreende que o autismo é uma situação complicada e que não se resolve facilmente.

Os tratamentos acarretam uma despesa muito grande para os pais, sobrecarregando-os quando eles já estão demasiado sobrecarregados com o problema do filho.

Assim seria desejável que existissem apoios (financeiros, investigação, etc.) vindos de pessoas que o pudessem prestar por forma a se conseguir dar um pouco de mais qualidade de vida não só às crianças como aos seus pais.

No caso do autismo, o tratamento deve sempre começar por os pais se submeterem a tratamento primeiro, para que fiquem mais relaxados e não transmitam o seu stress e tensões acumuladas ao longo dos anos aos seus filhos, impedindo-os dessa forma de fazerem os progressos que precisam.

No caso da Hiperactividade e mesmo da Dislexia ou de Problemas de Aprendizagem ou outros, quase sempre as crianças beneficiam imenso quando os seus pais recebem tratamento primeiro ou em simultâneo.

Fonte: http://dislexia.do.sapo.pt/autismo.html


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Os Sismos


Durante esta semana ouve um sismo que agitou algumas zonas do país. As notícias que nos chegavam logo pela manhã é que Portugal tinha tremido durante a noite. Ouve pessoas que sentiram. Outras não. Mas será que as crianças estão preparadas para a eventualidade de um sismo? Vamos ver como se deve agir, ensinando a melhor forma de nos precavermos. Vamos ver quais as melhores atitudes a tomar tanto pelos mais novos como pelos adultos.

Como Proceder em Caso de Sismo


Os Sismos Explicados às Crianças

A Asma - Saúde Infantil

Passemos então agora a falar de um problema de respiração que todos nós conhecemos. A Asma. Foi mais uma matéria falada em aula e muitas crianças sofrem deste problema respiratório que pode se esconder ao longo dos anos, mas continua sempre presente. Vamos ver então.

A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas.

A asma afecta perto de 150 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas sofram de asma.

A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas que, em indivíduos susceptíveis, origina episódios recorrentes de pieira, dispneia (dificuldade na respiração), aperto torácico e tosse, particularmente nocturna ou no início da manhã, bem como com o esforço físico ou após a exposição a poeiras orgânicas ou inorgânicas.

Estes sintomas estão geralmente associados a uma obstrução generalizada, mas variável, das vias aéreas, a qual é reversível espontaneamente ou através de tratamento.

Quais são os sintomas?

Suspeita-se de asma em presença de historial de um dos seguintes sinais ou sintomas: tosse com predomínio nocturno, pieira recorrente, dificuldade respiratória recorrente e aperto torácico recorrente.

Eczema, rinite alérgica, história familiar de asma ou de doença atópica estão frequentemente associados à asma. Uma observação torácica normal não exclui a hipótese de asma.

O que provoca ou pode agravar a asma?

Os sintomas de asma podem ocorrer ou agravar-se em presença de:
- Exercício físico;
- Infecção viral;
- Animais com pêlo;
- Penas dos pássaros;
- Exposição prolongada aos ácaros do pó doméstico (existentes principalmente em colchões, almofadas e carpetes);
- Fumo, principalmente de tabaco e lenha;
- Pólen, sobretudo na Primavera;
- Alterações de temperatura do ar;
- Emoções fortes, principalmente quando desencadeiam o riso ou choro;
- Produtos químicos inaláveis;
- Fármacos, principalmente ácido acetilsalicílico e beta-bloqueantes.

Como é feito o diagnóstico da asma?

O diagnóstico da asma tem por base:
- A história clínica - para determinar a presença de sintomas e as suas características, relacionados com exposições a factores de agressão;
- Exame específico - para determinar sinais de obstrução brônquica, embora um exame normal possa possibilitar o diagnóstico;
- Avaliação funcional respiratória - para comprovação de obstrução brônquica, da presença de hiperreactividade brônquica e de limitação variável do fluxo aéreo;
- Avaliação de atopia;
- Exclusão de situações que podem confundir-se com a asma.

Como é possível identificar as crises de asma e determinar a sua gravidade?

As crises de asma podem ser ligeiras, moderadas, graves e com paragem respiratória iminente, consoante os sintomas. Mas ter uma crise de asma significa, sobretudo, sentir dificuldade em respirar.

As crises muito graves podem pôr a vida em risco, por isso devem tomar-se todas as medidas necessárias para as evitar e estar prevenido para as atacar o mais depressa possível.

Normalmente, as crises instalam-se lenta e progressivamente, pelo que, se a pessoa estiver atenta, tem tempo para usar a medicação (normalmente inalador) correspondente ao tratamento prescrito pelo médico e, assim, afastar o perigo.

Pneumonia na Criança


Saúde Infantil é uma disciplina rica em conceitos e ideias para novas postagens no Blog. Enriquecemos os nossos conhecimentos e ficamos a compreender melhor algumas doenças ou disfunções que afectam o ser humano. Esta semana começo então por falar da Pneumonia. Já ouviram falar, com toda a certeza. Mas será que sabem tudo sobre esta infecção? Vamos ver.

A criança geralmente apresenta mal-estar, febre elevada e tosse, podendo também apresentar dificuldade respiratória, dor no tórax, perda de apetite, vómitos ou dor abdominal.

O que é?
A pneumonia é uma infecção nos pulmões, sendo comum nas crianças.

Qual é a causa?
A pneumonia é normalmente causada por microrganismos (bactérias, vírus, ...) que atingem os pulmões e que aí se instalam desenvolvendo uma infecção. Pode também ser causada por gases nocivos, aspiração do conteúdo do estômago, etc.

Como se transmite?
Pode-se transmitir de vários modos, dependendo da causa. No caso de se tratar de um microrganismo, a transmissão pode ocorrer por inalação de gotículas respiratórias contaminadas ou microaspiração de secreções contaminadas da faringe.

Em que idade ocorre?
Pode ocorrer em todas as idades. Os microrganismos responsáveis pela pneumonia dependem da idade da criança. Além disso, em idades mais precoces (até aos 3 meses) a gravidade da pneumonia é habitualmente superior à de uma criança mais velha.

Quais são os sintomas?
A criança geralmente apresenta mal-estar, febre elevada e tosse, podendo também apresentar dificuldade respiratória, dor no tórax, perda de apetite, vómitos ou dor abdominal.

Nota: Nem toda a criança com pneumonia tem tosse e nem toda a criança que tosse tem pneumonia.

Quando se contacta com uma pessoa com pneumonia fica-se necessariamente doente?
Não. O nosso corpo tem alguns meios de defesa que nos permitem combater os vírus e as bactérias que entram em contacto com a árvore respiratória. Contudo, quando os vírus ou as bactérias conseguem ultrapassar essas barreiras, pode surgir a doença. As crianças com o sistema imunitário ainda em desenvolvimento constituem um grupo de risco acrescido.

A pneumonia obriga a internamento hospitalar?
Não. A maioria das crianças podem ser tratadas em casa, mas cabe ao médico avaliar clinicamente a criança e decidir o local onde deve ser feito o tratamento. Os recém-nascidos devem ser internados.

Existe "princípio" de pneumonia?
Não. A criança ou tem ou não tem pneumonia. No entanto, existem situações clínicas em que o diagnóstico é difícil, não podendo o médico naquele momento afirmar com certeza que existe um processo infeccioso no pulmão. De igual modo, as pneumonias podem ser clinicamente mais ou menos graves e/ou mais ou menos extensas.

É necessário algum exame para se poder afirmar que existe pneumonia?
O médico pode basear-se apenas na observação da criança para concluir que se trata de uma pneumonia, sem requisitar qualquer exame. As crianças que não têm uma pneumonia complicada e que cumprem o tratamento em casa, podem nem necessitar de fazer uma radiografia pulmonar. Normalmente, as crianças que ficam internadas realizam radiografias pulmonares e outros exames no sentido de avaliar o seu estado clínico e determinar a causa da pneumonia.

Que medicamentos são usados no tratamento?
Podem ser utilizados antibióticos e antipiréticos (medicamento que baixa a temperatura). Uma boa ingestão de líquidos é também essencial.

Toda a pneumonia necessita de ser tratada com antibióticos?
Não. Um grande número de pneumonias em crianças são causadas por vírus e estas não são tratadas com antibióticos.

Quando a criança melhora pode-se parar o antibiótico?
Não. Os antibióticos devem ser dados durante o número de dias indicado pelo médico. Embora a criança possa parecer curada, o esquema deve ser sempre cumprido até ao final, no sentido de evitar recaídas.

A criança pode ir para o infantário ou para a escola?
A criança deve permanecer em casa até à recuperação da pneumonia.

Existe vacina?
Existem duas vacinas que são dirigidas contra duas bactérias que frequentemente causam pneumonia (Haemophilus influenza e Streptococcus pneumoniae). Uma delas (contra o Haemophilus influenza) encontra-se incluída no actual plano de vacinação e desde a sua introdução este agente raramente é responsável por pneumonias. A administração da outra vacina deve ser discutida com o médico assistente da criança.

Qual é o prognóstico?
O prognóstico é bom, com recuperação completa sem sequelas na maioria dos casos. Existem raras situações em que a doença é mais grave, prolongada e pode deixar sequelas.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A Arte de Contar Histórias

Contar histórias é uma arte. Desde os tempos mais longínquos, as histórias tem o seu lugar.É através da figura do contador que elas vão percorrendo geração em geração e perpetuando a força da palavra, das tradições e da língua.Mas quem é o contador contemporâneo? O que ele conta? Para quem? Como conta? Existem técnicas?A arte de contar histórias ganhou assim um novo fôlego e vem conquistando cada vez mais espaço nas sociedades atuais. Desta forma, têm sido realizados com frequência em escolas, livrarias, bibliotecas, hospitais, auditórios, teatros, etc.diversos cursos para todos aqueles que desejam ter contato com o mundo mágico da narração oral e dos contos através de distintas técnicas criativas e expressivas.

O Objectivo destes cursos é introduzir os participantes do mesmo, na arte de contar histórias, através de abordagens teóricas e práticas. Descobrir o contador que existe dentro de cada um de nós. Desenvolver capacidades expressivas (verbais e não verbais) através de exercícios e desenvolvimento de técnicas ou destacar a importância de narrar histórias como feito artístico em si.

Vejam o vídeo de Clara Haddad. Uma contadora de histórias profissional Licenciada em Educação Física e Artes Cénicas.
Reside em Portugal onde actua como narradora oral, actriz e coreógrafa.
Tem no seu repertório contos de tradição oral e literários e diversas apresentações artísticas, espectáculos e sessões de contos para crianças, jovens e adultos.
Participa frequentemente em festivais,encontros e maratonas de narração oral nacionais e internacionais.
É Idealizadora da "Contos da Carochinha-Brincadeiras com arte" bem como Integrante do Projecto Educativo do Hospital Pedro Hispano (onde desenvolve pesquisa e trabalho com contos , meditação e visualização criativa para crianças e pais de crianças internados)
Ministra ainda cursos sobre a arte de contar histórias e animação de leitura, criação de contos, dança -criativa e teatro.

Educação Física - Actividade física e motricidade


Começaram as pesquisas para Educação Física, em relação à semana da criança. O Objectivo é encontrarmos jogos e ideias que possamos realizar ao nível da disciplina tendo sempre em conta a actividade física, a motricidade e os meios disponíveis. Assim sendo, para começar esta matéria, nada melhor que explicarmos a importância da motricidade e da actividade física nas crianças. Espreitem que vale a pena.

A Actividade Física


Os Jogos e a Motricidade Infantil

Sem Fraldas: A Criança e o Bacio

Esta semana foi a vez de vermos e ouvirmos atentamente mais uma apresentação sobre os livros temáticos em relação à Educação Infantil. Assim, o grupo da Ana e da Vânia apresentaram "A criança e o Bacio". Mais tarde colocarei no Blog essa mesma apresentação. Até lá fiquem com este excelente artigo sobre aquela altura em que a criança deixa de usar a fralda e descobre um novo mundo. O Bacio.

Sem Fraldas!
Rabinho fresco e um bacio adequado podem fazer milagres em poucos dias.

Abandonar a fralda faz parte da evolução de qualquer criança. Todavia, umas conseguem ultrapassar esta etapa mais cedo do que outras. Para o conseguirem é necessário que tenham o controlo dos esfíncteres. O adeus às fraldas tem o seu tempo e não deve ser forçado pelos pais. A pressa gera a ansiedade dos pais em cada tentativa e transmitem-na sem querer ao bebé.
O ritmo natural com que uma criança abandona as fraldas pressupõe certos avanços e retrocessos que não devem ser motivo de ralhos ou chantagem.
Como qualquer novo repto, esta etapa significa que se vai parecer mais com os meninos crescidos e com os adultos, significa também insegurança e alguns medos que a criança terá de ultrapassar até conseguir o objectivo - largar definitivamente a fralda.

Rabinho ao fresco

Agora que o tempo está quente é uma boa oportunidade para retirar a fralda à criança e deixar que anda apenas com uma cueca e um calção. Se se molhar é fácil trocar-lhe a roupa e a criança pode mais facilmente ir ao bacio. Oferecer-lhe um bacio, pode ser o primeiro passo.
Se o bacio for concebido especialmente para estas primeiras tentativas, o seu filho aprenderá a utilizá-lo enquanto brinca. A pensar nesta etapa, existem bacios com um design atractivo. Golfinhos que se podem cavalgar, um automóvel ou um hipopótamo por exemplo... existem para todos os gostos.
Contudo, qualquer tentativa pode resultar infrutífera se a criança ainda não atingiu a maturidade suficiente para dar este passo.

Sinais de mudança

As crianças pequenas detectam às vezes mais facilmente a sensação de que vão fazer cocó do que a sensação de “bexiga cheia”.
Geralmente no que respeita a fazer chichi, começam por deixar de molhar a fralda durante a noite e isso é sinal que conseguem controlar os esfíncteres durante um largo período de tempo e significa ainda que estão prontas para a grande aventura.
Quando a criança alcança esta conquista pode retirar-se a fralda e esperar que após algumas tentativas, consiga ganhar a sua independência. No início deve proceder-se da seguinte forma:
Para que a criança não tenha um escape durante a noite, os pais devem colocá-la no bacio antes de se deitar e acordá-la a meio da noite para que faça de novo chichi. Durante o dia não deverão manter a fralda.
A criança deve trazer roupa que, ela própria, possa retirar facilmente. Se tiverem de se ausentar por pouco tempo com a criança, deverão pô-la a fazer chichi antes de sair e recomendar-lhe que não leva fralda. Caso tenha vontade, deve avisar de imediato os pais.
Mesmo com algumas recomendações é natural que a criança, inicialmente – durante a noite ou durante o dia - tenha alguns escapes. Os pais, em qualquer situação, não devem zangar-se com a criança pois os escapes fazem parte deste processo. Avançar e retroceder para tornar a avançar, quando têm o apoio e o carinho dos pais é mais fácil para ultrapassar todas as barreiras.
As vitórias devem ser premiadas e os retrocessos devem ser compreendidos pelos pais para que a criança ao sentir o seu apoio não se sinta angustiada e desmotivada para tentar de novo.

A caminho do bacio

A adaptação ao bacio deve ser feita depois da criança se ter familiarizado com ele. Por isso se recomenda que os pais o adquiram, conjuntamente com a criança, uns tempos antes de iniciarem o processo. A criança brincará com o bacio e será mais fácil a sua adaptação.
Sentir-se sem o peso da fralda ou o seu desagradável odor, são um bom incentivo para que a criança abandone as fraldas. São vários os sinais que nos permitem identificar o momento mais propício para introduzir o bacio no dia-a-dia das crianças. No entanto, destacamos os mais evidentes:

- A criança já identifica as sensações, tanto da micção como da evacuação.
- A criança avisa quando está aflita.
- A criança diz que tem a fralda suja porque se sente incomodada.
- A criança mostra vontade de usar o bacio.
- A criança aguenta longos períodos sem sujar a fralda.

Se a criança depois de parecer estar totalmente adaptada ao bacio tiver alguns escapes, os pais não devem dar muita importância ao facto nem voltar ao colocar-lhe a fralda. Paciência, amor e compreensão é tudo quanto a criança necessita para conseguir um abandono definitivo.