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domingo, 16 de maio de 2010

O Sono

A Hora do Sono

Dormir é algo que se pode ensinar, defendem os especialistas. Dá trabalho aos pais, desespera qualquer um, mas o resultado compensa. Os miúdos que dormem bem crescem mais saudáveis. São alunos mais atentos e, segundo estudos científicos recentes, mais bem-comportados e até menos obesos


O André não era muito diferente da maioria dos recém-nascidos: não gostava de dormir de noite, tinha cólicas e fome fora de horas e chorava muito. Mas demorou apenas três meses a adaptar-se e nem sequer se pode dizer que tenha sido um bebé difícil. Só nunca gostou muito de dormir. Cresceu e deixou de fazer a sesta cedo, tinha medo do escuro, pedia que ficassem com ele até adormecer e, de vez em quando, acordava e chamava ou acendia a luz.
«Até aos quatro anos, dormia a noite inteira. Depois, começou a acordar. Acendia a luz e voltava a adormecer, só vinha ter connosco se tinha um pesadelo», conta a mãe, Maria J. Os pais contavam-lhe uma história ou deixavam-lhe uma luz de presença e procuravam não valorizar a situação. Foi com a entrada para a escola que a preocupação aumentou. «A situação agravou-se. Começou a acordar mais vezes e a ter problemas de concentração», explica Maria J. O André não conseguia estar quieto ou terminar uma tarefa. Os médicos e um psicólogo asseguravam que não era hiperactivo, não tinha dificuldades de aprendizagem, via bem e apenas lhe descobriram um ligeiro problema de audição – tudo o resto ficava por explicar. «Não sabíamos bem a quem recorrer», confessa a mãe.

Maria J. descobriu num artigo de jornal o nome da neurologista especialista em questões do sono Teresa Paiva e decidiu-se a procurá-la. André, que tem já 12 anos, é agora seguido na Consulta do Sono do CADIN – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil. Não tem problemas físicos – a hipótese foi afastada depois de alguns exames e da monitorização de uma noite de sono – e tem vindo a somar avanços desde que iniciou a psicoterapia.

«Melhorou muito a autoconfiança, já não evita a hora do deitar nem pede para ficarmos com ele e encontramos a luz do quarto acesa muito menos vezes», conta a mãe. Como resultado, a concentração melhorou e o comportamento também.

Dos zero em diante

A par com a psicoterapia, André iniciou um processo de mudança de hábitos. Já antes não via televisão antes de dormir e só jogava computador ao fim-de-semana. Agora, reduziu a luz no quarto ao mínimo, deixou de estudar ao serão e come menos à noite. «Ele jantava muito bem e isso era uma das coisas que podia estar a contribuir para os pesadelos», explica a mãe. Além da parte psicológica, O André trabalhou «a higiene do sono».

Os problemas de sono mostram-se muitas vezes logo nas primeiras semanas de vida. A maioria dos bebés «apresenta um padrão fetal de sono, com maiores tempos de vigília e de movimento no final do dia e início da noite», explica o pediatra Armando Fernandes. Mas é possível contrariar essa tendência. Como? «Estimulando o bebé durante o dia, quando está acordado (com luz, fala, sons, mexendo-lhe, etc...) de forma a dormir o mínimo de horas possível – e, pelo contrário, promovendo o silêncio absoluto e a escuridão completa durante a noite».

Carla Ribeiro, mãe da Margarida, de cinco anos, e do João e do Gonçalo, gémeos de 18 meses, habituou os três filhos a adormecerem sozinhos desde muito cedo. A menos que adormecessem a mamar, deitava-os sempre ainda de olhos abertos ou mais ou menos embalados. «Custa imenso. Sabe muito bem ter um bebé recém-nascido ao colo e pô-lo no berço é como estar a cortar um laço, mas é também dar-lhes autonomia», explica.
A norma deve ser deitar o bebé ainda acordado, concordam os especialistas. Sempre na sua cama – para evitar o chamado «sono fraccionado» que pode resultar do facto de acordarem num cenário diferente – e, a partir dos nove meses, no seu quarto. «Outrora recomendava-se a mudança entre os quatro e os seis meses (após o meio ano, a criança já não precisa de comer a meio da noite). Actualmente, alguns estudos revelaram que o lactentes que dormem no quarto dos pais até aos nove meses apresentam menor risco de síndroma de morte súbita», esclarece Armando Fernandes.

Os três irmãos dormem já no mesmo quarto e Carla teve que abdicar de algumas «boas práticas. Quando a Margarida chorava, acalmava-a sem a tirar da cama. Agora, se um chora, vou logo buscá-lo para não acordar os outros», explica, entre risos. Mas todos se deitam à mesma hora e Margarida continua a cumprir o ritual de deitar-se sozinha e ficar à espera do beijo e do aconchego dos pais, que saem antes de ela fechar os olhos. «Às vezes acende a luz. Sabe que pode “ler” um livro, se não conseguir dormir logo. Só não pode brincar nem jogar», explica a mãe.

Rotinas e rituais

Criar rotinas é indispensável para estabelecer padrões de sono saudáveis. É importante manter a hora de deitar e levantar e os especialistas aconselham rituais a anunciar o descanso da noite. Banho, vestir o pijama, lavar os dentes, contar uma história... a ordem deve manter-se e a última actividade deve acontecer já no quarto da criança. «A divisão não pode ser só o sítio de dormir ou estar de castigo», lembra a psicóloga Mafalda Leitão, que faz parte da equipa da Consulta do Sono do CADIN.
«O que sugiro aos pais é que incluam na rotina, após o jantar e da higiene, uns vinte ou 30 minutos com os filhos no quarto, fazerem uma brincadeira calma, cantarem uma música, contarem uma história, etc... », diz a especialista. Mas os rituais nunca devem ser suspensos como punição, diz Armando Fernandes. «Mesmo que tenha posto o seu filho de castigo, não o deixe adormecer com a noção que está zangado com ele», lembra aos pais. Ter uma fralda ou um boneco por companhia também é uma boa estratégia: o objecto está lá ao adormecer e ao acordar, e isso dá segurança aos mais novos.

Pesadelos, doenças... e dormir na cama dos pais

Quando um bebé chora durante a noite «não acenda a luz, não lhe pegue ao colo, murmure alguma coisa, acaricie-a e, se for o caso, troque a fralda e saia», recomenda Armando Fernandes. O choro poderá aumentar, mas o especialista aconselha a esperar cinco minutos para voltar a entrar no quarto, depois dez e por aí em diante, habituando-a a ficar sozinha. «Lembre-se que o choro prolongado, meia hora ou mais, não fará mal ao bebé, nem física nem psicologicamente», diz.

A opinião do especialista vai de encontro ao método defendido pelo pediatra e neurofisiólogo Eduard Estivill, muito apreciado por uns e criticado por outros pela extrema rigidez de procedimentos que defende . As ideias do especialista são polémicas entre alguns pais e mesmo entre alguns pediatras como o compatriota Carlos Gonzalez, que encara com naturalidade a possibilidade de a criança dormir com os pais (cosleeping). Investigador na área do sono, Estivill diz que 35 por cento das crianças tem dificuldades em dormir, mas lembra que só um por cento sofre de alguma patologia – as outras só precisam de ser ensinadas. E para conseguir dormir bem, segundo o especialista, é preciso aprender a adormecer sozinho, o que implica alguma disciplina da parte dos pais e nervos de aço para conseguir cumprir os tempos de choro aconselhados antes de voltar a entrar no quarto do filho. O medo do escuro a exigir uma luz de presença surge entre os dois e os cinco anos, idade em que podem ocorrer terrores nocturnos ou pesadelos. Os primeiros acontecem uma a quatro horas depois de adormecer. A criança nunca chega a acordar, mesmo quando se senta na cama, fala ou gesticula, e abraçá-la e sossegá-la é a melhor forma de lidar com o pânico – ela não se vai recordar de nada no dia seguinte. Os pesadelos, que acontecem já na segunda metade da noite (sono REM), colocam aos pais um desafio maior. A criança acorda e relata um sonho mau – lembra-se do pesadelo – e não raras vezes procura a cama dos pais.

Deixar a criança dormir no quarto dos progenitores é uma opção, que apesar de ser defendida por algumas correntes, continua a ser apontada aos pais e considerada pela maioria um «mau hábito». Os pesadelos ou uma doença abrem a porta e nem sempre é fácil voltar atrás. Até porque muitas vezes é a única solução. «Entre o querer comer e o acordar por acordar, a Alice acordava três a quatro vezes durante a noite. Passou a dormir na nossa cama, porque era a única forma de acalmar e nós tínhamos que trabalhar no dia seguinte....», confessa Rosa Paiva.

Mãe de uma bebé a quem foi diagnosticada doença celíaca aos nove meses, desdramatiza a situação. «Toda a gente tem uma opinião sobre o bebé “tão crescidinho” que ainda dorme com os pais, principalmente os amigos sem filhos (risos) .... Mas o pediatra sempre disse confiar no nosso bom-senso», desdramatiza. A filha mais nova, Marta, tem o sono tranquilo e dorme na cama dela. Alice saiu do quarto aos três anos «à boleia» de uma mudança de casa que possibilitou a mentalização entusiástica de saída para «o quarto novo». E o que é certo é que funcionou bem, o que cimenta a ideia de quem defende de que por mais rígido que se pretenda ser há sempre que ter em conta a família concreta, as crianças em apreço e o que funciona e mantém feliz uns não é igual ao da casa do lado.

«Muitos pais chegam à consulta muito envergonhados (por não conseguirem lidar com a situação e deixarem os filhos dormir na cama deles), cheios de olheiras e a sentirem-se completamente impotentes», conta Mafalda Leitão. As crianças hiperactivas sofrem com frequência de apneia do sono e há outros distúrbios de resolução complicada. «É fundamental fazer com que eles durmam bem de noite. Se numa primeira fase isso implicar a criança dormir com os pais, seja. E então depois, de uma forma gradual, trabalha-se a mudança. É possível, alterando pequenas coisas, fazendo pequenos ajustes na rotina da família, tornar o momento de deitar mais calmante e relaxante para todos», diz a psicóloga.

Yoga para dormir

No último ano, o mau dormir da Mafalda, que tem sete anos, tem vindo a dar lugar a um sono tranquilo. Já não tem medo do escuro, levanta-se e vai sozinha acender a luz, adormece sozinha e não acorda de madrugada. Foi sempre uma criança ansiosa, fechada, avessa a novos desafios, explica a mãe, Vanda Cardigos. A prática do yoga tornou-a mais calma e extrovertida. «O yoga proporciona um maior bem estar geral à criança, um melhor convívio consigo, especialmente nos momentos de mudança», explica Rosa Xufre, professora de yoga para crianças. «A criança que pratica yoga aceita melhor o silêncio, o encontro com a noite e com o momento em que deixa o quotidiano familiar para entrar no mundo do sono e do sonho, tão fundamentais a um crescimento pleno e saudável».

O que diz a Ciência

Crianças que dormem mal correm maior risco de obesidade Em 2006, investigadores de Bristol (Reino Unido) relacionaram a privação do sono com alterações de metabolismo que fazem aumentar o risco diabetes, doenças cardiovasculares e também a obesidade. Mais recentemente, um estudo da escola de Medicina de Harvard mostrou que os bebés que dormem menos de 12 horas são mais gordos na idade do pré-escolar. O pediatra Armando Fernandes constata essa realidade na prática clínica. Diz que o cansaço leva à falta de exercício e aponta responsabilidades a alguns factores hormonais. «É na fase NREM que ocorre o pico de produção da hormona do crescimento, aproximadamente meia hora pós uma pessoa dormir. Esta hormona ajuda a manter o tónus muscular, evita a acumulação de gordura, melhora o desempenho físico e combate a osteoporose. Quando dormimos pouco ou mal, a produção da hormona do crescimento é interrompida, sendo que a proporção de gordura no corpo aumenta face à proporção de músculo», explica. Além disso, acrescenta: «um sono inadequado também conduz à diminuição da leptina, hormona que regula o metabolismo dos hidratos de carbono». Baixos níveis de leptina levam o corpo a «pedir» continuamente hidratos de carbono. «Ao risco de obesidade junta-se então o risco de diabetes».

Dormir bem melhora o desempenho escolar As crianças que dormem menos de dez horas por noite na primeira infância têm mais probabilidade de terem problemas cognitivos e de comportamento quando entram para a escola, mesmo que normalizem os seus padrões de sono, concluiu um estudo canadiano. Na adolescência, segundo investigadores da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, os miúdos que dormem um sono profundo e sem interrupções tiram melhores notas nos testes, em áreas exactas como a Matemática.

A Perturbação da Hiperactividade ou Défice de Atenção (PHDA) é mais comum entre os miúdos que dormem mal A média foi calculada por cientistas da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, em Abril de 2008. Os miúdos em idade escolar que dormem menos de 7,7 horas têm maiores níveis de PHDA, maior impulsividade e pior comportamento. A agitação resultante da falta de sono é muitas vezes confundida com os sintomas de hiperactividade, alertam os especialistas.

Fonte: http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=2393:hora-do-sono&catid=39:manchete

domingo, 2 de maio de 2010

Choque Electrico - Saúde Infantil

Em caso de acidente com electricidade:

[1] Corte a energia retirando a ficha da tomada. Se não puder alcançar a tomada, desligue o quadro.

  • Não utilize o interruptor do Electrodoméstico. A causa do acidente pode ter sido uma avaria do próprio interruptor.

[2] Na impossibilidade de cortar a energia, coloque debaixo dos pés material isolante - por exemplo, uma espessa camada de jornais - e afaste da fonte de energia os membros da vítima com um cabo de vassoura ou uma cadeira de madeira.

  • Não utilize objectos húmidos ou metálicos.

Em alternativa passe uma corda ou qualquer pano seco em volta dos pés ou por debaixo dos braços da vítima e puxe-a.

  • Não toque na vítima com as mãos.
  • Não utilize nada molhado, como por exemplo, uma toalha húmida.

[3] Se a vítima estiver inconsciente, ponha-a na posição lateral de segurança. [4] Se a vítima perdeu a consciência, sofreu queimaduras ou se sente mal, telefone para providenciar uma ambulânia ou transporte a vítima ao serviço de urgência do hospital.
Informe o hospital sobre o período de tempo que a vítima esteve em contacto com a fonte de energia eléctrica.

Fonte: http://sweet.ua.pt/~helder/sos/choque.html


sábado, 17 de abril de 2010

Mordeduras e Picadas

As Queimaduras



Queimaduras - Saúde Infantil


Como Actuar?

Queimaduras

A gravidade da queimadura depende de vários factores:
- Da zona atingida pela queimadura.
- Da extensão da pele queimada.
- Da profundidade da queimadura.

Sinais e Sintomas:
De acordo com a profundidade atingida, as queimaduras classificam-se em 3 graus:

1.Queimadura do 1º grau
São as queimaduras menos graves, apenas a camada externa da pele (epiderme)
é afectada.
A pele fica vermelha e quente e há sensação de calor e dor (queimadura
simples).

2.Queimadura do 2º grau
Às características da queimadura do 1º grau junta-se a existência de bolhas
com líquido ou flictenas.
Esta queimadura já atinge a derme e é bastante dolorosa (queimadura mais
grave).

3.Queimadura do 3º grau
Às características das queimaduras dos graus 1 e 2, junta-se a destruição dos tecidos.
A queimadura atinge tecidos mais profundos provocando uma lesão grave e a pele fica carbonizada (queimadura muito grave).
A vítima pode entrar em estado de choque.

O que deve fazer:
- Se a roupa estiver a arder, envolver a vítima numa toalha molhada ou, na sua falta, fazê-la rolar pelo chão ou envolvê-la num cobertor (cuidado com os tecidos sintéticos).
- Se a vítima se queimou com água ou outro líquido a ferver, despi-la imediatamente.
- Dar água a beber frequentemente.

1.Se a queimadura for do 1º grau (queimadura simples)
- Arrefecer a região queimada com soro fisiológico ou, na sua falta, com água fria corrente ou cubos de gelo, até a dor acalmar.

2.Se a queimadura for do 2º grau (com bolhas)
- Arrefecer a região queimada com soro fisiológico ou, na sua falta, com água fria corrente ou cubos de gelo, até a dor acalmar.
- Lavar cuidadosamente com um anti-séptico (não aplicar álcool).
- Se as bolhas rebentarem, não cortar a pele da bolha esvaziada; tratar como qualquer outra ferida. O penso deve manter-se 48 horas e só depois expor a
zona queimada ao ar para evitar o risco de infecção/ tétano.

Transportar a vítima para o Hospital.

3.Se a queimadura for do 3º grau (profunda)
- Arrefecer a região queimada com soro fisiológico ou, na sua falta, com água fria corrente ou cubos de gelo, até a dor acalmar.
- Lavar cuidadosamente com um anti-séptico (não aplicar álcool).
- Tratar como qualquer outra ferida.
- Se a queimadura for muito extensa, envolver a vítima num lençol lavado e que não largue pelos, previamente humedecido com soro fisiológico ou, na falta, com água simples.

É uma situação grave que necessita transporte urgênte para o Hospital.

O que não deve fazer:
- Retirar qualquer pedaço de tecido que tenha ficado agarrado à queimadura.
- Rebentar as bolhas ou tentar tirar a pele das bolhas que rebentaram.
- Aplicar sobre a queimadura outros produtos além dos referidos.

Fonte: http://www.hsc.min-saude.pt/Emergencia/ComoActuar/queimaduras.htm

sábado, 6 de março de 2010

Hemorragias e modos de compressão

Hemorragias
Sinais e Sintomas:

-Visualização da saída de sangue

Quando a hemorragia é grave ou interna invisível, é possível identificar a presença de outros sinais e sintomas:
- Dor local ou irradiante;
- Sede (sempre que há perda de líquidos orgânicos em quantidade)
- Zumbidos;
- Dificuldade gradual de visão;
- Pulso progressivamente rápido e fraco;
- Ventilação progressivamente mais rápida e superficial;
- Pupilas progressivamente dilatadas;
- Outros sinais e sintomas de choque.

Primeiro Socorro:

Tem por finalidade estancar a hemorragia ou, quando isso não seja possível, limitar ao máximo a saída de sangue.

- Arejar o local para a vítima poder ventilar de forma mais eficaz;
- Desapertar as roupas no pescoço, tórax e abdómen;
- Animar e moralizar;
- Se consciente, instalar a vítima numa posição de conforto, movimentando-a o menos possível;
- Se inconsciente, em PLS;
- Manter a temperatura corporal;
- NÃO DAR NADA A BEBER;
- Promover a evacuação para o hospital.


Hemorragia interna visível

O sangue sai da boca e provém dos pulmões
Hemoptise: sangue vermelho vivo e espumoso que sai acompanhado de tosse e falta de ar (dispneia).

* Fazer tudo o que é preconizado como actuação geral.
* Se consciente, recomendar que a vítima ventile pausadamente para evitar tossir.


O sangue sai da boca e provém do tubo digestivo
Hematemese: sangue de cor diversa que sai acompanhado de vómito e geralmente de dor abdominal.

* Fazer tudo o que é preconizado como actuação geral.
* Se consciente, colocar a vítima deitada sobre o lado esquerdo.
* Colocar um saco de gelo sobre o abdómen.


O sangue sai pelo nariz
Epistáxis

* A hemorragia pelo nariz pode ser devida a traumatismo craniano. Sempre que haja suspeita desta situação, não tamponar nem fazer compressão digital;
* Colocar a vítima com a cabeça direita, no alinhamento do corpo. Fazer compressão com os dedos polegar e indicador em pinça, apertando as extremidades das narinas durante cerca de 10 minutos;
* Aplicar frio no local, através do uso de gelo, não directamente sobre a pele;
* Apenas em ultimo caso, pode fazer o tamponamento das duas narinas usando para o efeito uma tira de pano ou gaze;
* Se necessário, promover o transporte ao hospital.


Hemorragia externa

Existem três processos principais para estancar o sangue de um hemorragia externa:

* Compressão Manual Directa.
* Compressão Manual Indirecta.
* Garrote arterial (improvisado).


Qualquer deles deve ser associado à elevação do membro, se este for o local da hemorragia, mantendo-o mais elevado do que o coração.
Apenas iremos incidir na técnica de compressão manual directa por ser a mais indicada pelos formadores dos cursos de socorrismo.


Compressão manual directa

Consiste em aplicar sobre a ferida que sangra um penso, improvisado ou não, comprimindo a zona com a mão.

Se o penso se ensopar de sangue, não deve ser retirado. Coloca-se outro por cima e faz-se uma compressão manual mais forte.

O primeiro penso nunca deve ser retirado pelo socorrista.
Deve-se isso ao facto de que, quando se dá uma hemorragia, inicia-se também o processo de coagulação do sangue pelo que, nos bordos do ferimento e no sítio onde está aplicado o penso, este cola-se ao ferimento. Se for retirado, destrói-se o coágulo sanguíneo e tudo volta ao princípio.

Fonte: http://primeirossocorros.blogs.sapo.pt/3704.html

As Hemorragias Nasais

A HEMORRAGIA NASAL (Epistaxe) é a hemorragia causada pela ruptura de vasos sanguíneos da mucosa do nariz.
Caracteriza-se pela saída de sangue pelo nariz, por vezes abundante e persistente, e se a hemorragia é grande o sangue pode sair também pela boca.

O que deve fazer:
- sentar a pessoa com o tronco inclinado para a frente para evitar a deglutição do sangue;
- comprimir com o dedo a narina que sangra;
- aplicar gelo ou compressas frias exteriormente;
não permitir assoar;
- se a hemorragia não pára, introduzir na narina que sangra um tampão coagulante ou compressa, fazendo pressão para que a cavidade nasal fique bem preenchida.

O que NÃO deve fazer:
- deitar a vítima;
- inclinar a cabeça para trás;
- colocar água oxigenada ou qualquer desinfectante.

Nota: Se a hemorragia persistir mais de 10 minutos, transportar a vítima para o Hospital.



sábado, 13 de fevereiro de 2010

A Sexualidade na Criança

Para que nenhum de nós sejamos apanhados desprevenidos em relação a este tema, nada melhor que estes dois manuais acerca da sexualidade na criança.



Crise Convulsiva

Procurando o significado da palavra em dicionários, lemos que "a crise convulsiva é a contração violenta e involuntária dos músculos ou dos membros".

Na verdade, a crise convulsiva é a manifestação motora de um grupo de neurônios — que está alterado por algum motivo — responsável pela realização de algum movimento. Ela se caracteriza por tremor, movimentos rápidos, fortes e repetitivos. Existem dezenas de problemas e doenças que podem levar à crise convulsiva, indo dos mais benignos, passando pela convulsão febril, até problemas mais graves, como tumores, infecções, derrames, cistos, falta de açúcar no sangue, má oxigenação e, finalmente, a epilepsia.

A epilepsia é uma doença mais ampla e manifesta-se através de crises epilépticas que se repetem sem uma causa externa evidente. Lembre-se: a crise convulsiva pode ser conseqüência de vários problemas, como tumores, baixa de açúcar e, inclusive, de epilepsia.

Para entender melhor do assunto, nada como fazer uma analogia: compare seu cérebro a uma grande central telefônica e os membros do seu corpo, a telefones residenciais. Os cabos de transmissão das ruas são os nossos nervos, que levam informações de nossa central (cérebro) a um determinado local (membro do corpo). Para melhor entendimento, suponha que nosso braço direito seja um bairro, e outros membros e locais do corpo, outros bairros. Dentro dos bairros existem residências que são nossos grupos musculares. Temos locais específicos em nossa central para controlar cada bairro e tipo de informação que vai até eles. Nossos membros não servem apenas para um tipo de movimento e executar movimentos complexos, mas também sentem dor, frio, calor, formigamento, compressão e cócegas, que são tipos diferentes de informação interpretadas por locais diferentes de nosso cérebro.

Fonte:http://omedicoeopaciente.blogspot.com/2009/04/sou-mae-e-nao-sei-o-que-fazer-numa.html

Como actuar?

É muitas vezes conhecida por “ataque” e caracteriza-se por alguns dos seguintes sinais e/ ou sintomas.

Sinais e Sintomas:

* Movimentos bruscos e descontrolados da cabeça e/ ou extremidades.
* Perda de consciência com queda desamparada.
* Olhar vago, fixo e/ ou “revirar dos olhos” (precede os anteriores).
* “Espumar pela boca”
* Perda de urina e/ ou fezes.
* Morder a língua e/ ou lábios

O que deve fazer:

* Afastar todos os objectos onde a pessoa de possa magoar.
* Tornar o ambiente calmo afastando os “mirones”.
* Anotar a duração da convulsão.
* Acabada a fase de movimentos bruscos, colocar a pessoa na Posição Lateral de Segurança – PLS .
* Manter a pessoa num ambiente tranquilo e confortável.
* Avisar os Pais.
* Enviar ao Hospital sempre que:
o for a primeira convulsão
o durar mais de 8 a 10 minutos
o se repetir

Atenção:

Se a vítima for criança, siga as mesmas orientações. Em caso de febre alta, dê um banho morno (morno, não frio ou gelado) e envolva a criança em uma toalha. Chame um médico.

Na criança pequena (idade inferior a 5 anos) a convulsão pode ser provocada (ou acompanhada) por febre. Quando a crise terminar, deve verificar a temperatura axilar e se tiver mais de 37,5ºC administrar antipirético sob a forma de supositório (Parecetamol, por exemplo: Ben-u-ron, Tylenol ou similar).

O que não deve fazer:

* Tentar imobilizar durante a fase de movimentos bruscos.
* Tentar introduzir qualquer objecto na boca, nomeadamente: dedos, lenços, panos, espátulas, colheres, etc.
* Estimular a pessoa dando a cheirar aromas fortes, tentando que beba água ou molhando-a.

Fonte: http://www.hsc.min-saude.pt/Emergencia/ComoActuar/convuls%C3%A3o.htm


Hemorragias

Esta semana demos mais dois conceitos muito importantes em Saúde Infantil. O primeiro foi Hemorragia. Fiquem agora a saber o que é uma hemorragia e como proceder quando confrontado com uma situação do género.

HEMORRAGIA

Hemorragias

Uma hemorragia abundante ou não controlada pode colocar uma pessoa em risco de vida.

A perda de sangue acarreta uma diminuição do aporte de oxigénio e nutrientes às células, podendo causar graves alterações no funcionamento do organismo num curto espaço de tempo e levar também à paragem cárdio-respiratória.

Perante uma vítima que tenha uma ferida com hemorragia:

- Peça à vítima que faça pressão sobre a ferida e eleve o membro.
- Evite entrar em contacto directo com o sangue. Se possível use luvas.
- Coloque a vítima em posição confortável.
- Se necessário, faça ou peça para ser dado o alerta para o 112.
- Coloque compressas sobre a ferida e faça pressão.
- Aplique um penso compressivo.
Se a hemorragia for abundante faça pressão com as mãos utilizando compressas ou um pano limpo sobre a ferida, até à chegada dos meios de socorro. Não retire estas compressas.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Saúde Infantil - Primeiros Socorros

Esta semana em Saúde Infantil demos a Posição Lateral de Segurança. Pois bem. Aqui ficam estes excelentes vídeos explicativos sobre como proceder em diversas situações, sendo que uma delas é como colocar uma vítima em posição lateral de segurança.




Chamada de Emergência - 112







Suporte Básico de Vida






Asfixia









Posição Lateral de Segurança



Fonte: http://www.enb.pt/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

sábado, 30 de janeiro de 2010

Asfixia - Como proceder passo a passo?




Asfixia e Obstrução das Vias Aéreas

Esta semana falamos de mais alguns excelentes conceitos em Saúde Infantil e como tal óptimos para a nossa aprendizagem. Sabem o que é a Asfixia? SiM? Então e a manobra de Heimlich? Sabem como proceder em caso de Asfixia? Vamos ver então!

Chamamos asfixia a qualquer situação em que o ar não chegue aos pulmões. Como consequência, o sangue fica sem oxigénio.
Se não se actuar prontamente, as células do cérebro são privadas de sangue oxigenado provocando de 4 a 6 minutos a morte da vítima ou lesões cerebrais irreversíveis.

OBSTRUÇÃO:

Parcial (há passagem de algum fluxo de ar);
Total (não há passagem de ar para os pulmões);

TIPOS DE OBSTRUÇÃO:

Anatómica (queda da língua);
Mecânica (objecto estranho);
Patológica (edema, tumor);

Pode existir uma obstrução parcial ou total das vias aéreas com diferentes objectos: vómito, sangue, placa dentária, alimentos, botões, moedas, etc.


OBSTRUÇÃO PARCIAL

Na obstrução parcial das vias aéreas, a vítima:

Está consciente;
Respira com muito dificuldade, com ruídos invulgares;
Embora respire, os lábios começam a ficar cianosados “azulados”;
Tosse;

ACTUAÇÃO:

Não interferir com a tentativa natural e espontânea da vítima tentar expelir o corpo estranho, mas incentivar a tossir;
Aconselhar a vítima a inclinar-se para baixo, pois esta posição ajuda o corpo estranho a sair para o exterior, pela própria acção da gravidade;

Se não recuperar, actuar como se tratasse de uma obstrução total.

OBSTRUÇÃO TOTAL

Na obstrução total das vias aéreas, a vítima apresenta:

Expressão de angústia;
Olhos muito abertos;
Boca aberta;
Quer tentar falar;
Mãos agarram o pescoço;
Lábios, língua, unhas e orelhas cianosados “azulados”;

ACTUAÇÃO:

Em vítima consciente :

Ficar de pé atrás da vítima, inclinando-a para a frente;
Aplicar até 5 pancadas nas costas com a mão – pancadas interescapulares;
A outra mão deve apoiar o peito da vítima;

Se não resultar, iniciar de imediato a desobstrução das vias aéreas através da aplicação da manobra de Heimlich.

MANOBRA DE HEIMLICH (compressões abdominais)

Colocar-se atrás da vítima e com os braços envolver a cintura da vítima;
Colocar a sua mão fechada com o polegar para dentro, contra o abdómen da vítima, ligeiramente acima do umbigo e abaixo do limite das costelas;
Agarre firmemente o punho com a outra mão;
Efectue 5 compressões abdominais, para dentro e para cima. As compressões devem ser pausadas, seguras e secas;
Verifique se o corpo estranho saiu pela boca;

Se a obstrução se mantiver:

Alternar cinco pancadas interescapulares com cinco compressões abdominais as vezes que forem necessárias até à expulsão do próprio objecto de forma alternada e cíclica.

ACTUAÇÃO:

Em vítima inconsciente:

MANOBRA DE HEIMLICH (compressões abdominais)

Coloque a vitima em decúbito dorsal (de costas) no chão, com via aérea desobstruída ;
Ajoelhe-se, com as coxas da vítima entre as suas pernas, de forma a poder aplicar compressões na região abdominal;
Colocar a palma de uma das mãos no centro da parte superior do abdómen da vítima e sobrepor a outra mão, mantendo os dedos afastados do abdómen;
Com os braços esticados, exercer uma rápida compressão no abdómen, para dentro e para cima;
Realizar essas compressões abdominais cinco vezes;
Procurar retirar o corpo estranho;

Se não obtiver êxito, repetir a manobra de Heimlich, tantas vezes quanto as necessárias para desobstruir a via aérea.

DESOBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS EM CRIANÇAS

PANCADAS INTERESCAPULARES

Sente-se numa cadeira ou ajoelhe-se num joelho só, deitando a criança sobre o outro, de cabeça para baixo;
Segure o peito com uma das mãos e, com a outra, dê palmadas entre as omoplatas;

Se não resultar, efectuar compressões abdominais (manobra de Heimlich) – exercer pressão só com uma mão.

MANOBRA DE HEIMLICH (compressões abdominais)

Sente a criança no colo ou coloque-se de pé, atrás dela, com um braço à volta do abdómen;
Feche o punho e coloque-o, com o polegar voltado para dentro, no centro da parte superior do abdómen. Ampare-lhe as costas com a outra mão.;
Com o punho fechado, exerça uma pressão no abdómen, fazendo um movimento rápido para dentro e para cima. A pressão deve ser muito menor do que a usada para um adulto;
Repita a operação, se necessário;

Cada compressão deve ser suficientemente forte para, por si só, deslocar a obstrução.

domingo, 24 de janeiro de 2010

A Sopa e as Crianças

Quem já viu uma criança fazer birra por causa da sopa? Eu já. Aliás, eu próprio fazia. Tantas verduras e coisinhas dentro de um caldo que só por si já parecia impróprio para consumo. Aquelas cenouras a boiar e que nos dizem para comer porque faz bem aos olhos. Diziam que ficamos com eles bonitos. Ou simplesmente os mil e um legumes que podemos encontrar a navegar dentro da bela da sopinha. Mas a verdade, é que a sopa faz realmente bem a todo o organismo.

A Introdução da Sopa

A introdução da sopa na alimentação deve ser estimulada desde a infância, para que se possa tornar um hábito vitalício. Aos 6-7 meses de idade é altura ideal para que a sopa passe a fazer parte de alimentação diversificada.

Para que se estabeleça uma relação de simpatia entre a criança e sopa é importante que seja introduzida na altura indicada; que não seja imposta como uma obrigação ou em troca de uma recompensa e que os pais/família/educadores devam também comer sopa, sendo assim vista como uma fonte de prazer.

Tendo em conta a variedade de hortícolas existentes, torna-se muito fácil diversificar a composição e consequentemente o sabor e a cor das sopas, evitando a monotonia, o que pode ser um factor para a recusa da sopa por parte da criança.

Para muitas crianças a canja é a "sopa" preferida, sendo importante esclarecer que a canja não é uma sopa nem um seu substituto. A nossa saudável sopa deve ser constituída por uma suspensão de hortaliças e legumes, encorpada com leguminosas (por exemplo feijão ou grão), e no final da cozedura temperada com um fio de azeite. As sopas instantâneas não apresentam a mesma riqueza nutricional da tradicional sopa, acrescendo assim o facto de possuírem na sua constituição aditivos alimentares. A única vantagem aparente deste tipo de preparados poderia ser a rápida confecção, mas a sopa tradicional pode ser elaborada em quantidades maiores e ser congelada em varias porções, estando assim, também adaptada ao acelerado estilo de vida urbano.

São inúmeras as razões para consumir sopa, tanto para "miúdos" como para "graúdos", de salientar:

- Baixo valor energético;
- Excelente fonte de vitaminas, minerais e fibras;
- Fácil digestibilidade;
- Óptima solução para aumentar o consumo de hortícolas;
- Elevado poder saciante, isto é, reduz a sensação de fome e aumenta a sensação de "plenitude", e se a sopa for ingerida no início da refeição vai evitar a ingestão posterior de alimentos geralmente de maior densidade energética. Neste sentido, a sopa pode ser uma importante estratégia para prevenir a obesidade.

Apesar de todas as vantagens apresentadas do consumo da sopa, esta unidade alimentar não é completa, isto é, existem outros nutrientes importantes para uma alimentação equilibrada e variada que não estão presentes na sopa e que devem ser obtidos através de outros alimentos.

A sopa, é mais do que a soma dos seus ingredientes, de elevada riqueza nutricional, é uma poção mágica saborosa, aromática e reconfortante.


Aqui fica então a música da sopa.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Primeiros Socorros

Como esta é a matéria actual de Saúde Infantil, aqui ficam mais três manuais de primeiros socorros dedicados especialmente às crianças.







domingo, 10 de janeiro de 2010

Amamentar, um acto de amor

A amamentação é muito importante para o bebé. Mais do que um acto de amor, a amamentação é importantíssima para a consolidação do vinculo afectivo entre a mãe e o filho, além de oferecer uma série de benefícios para a saúde de ambos. Nada melhor que ver este pequeno livro informativo e ficar a conhecer a importância da amamentação.


A saúde e a alimentação

Nada é mais importante que a saúde de uma criança. Sem saúde não há espaço para brincar, divertir ou fazer traquinices. Nada melhor que abrir este livro e ver a importância da saúde e da alimentação para uma vida melhor. Porque é desde pequeno que se criam os bons hábitos.


sábado, 9 de janeiro de 2010

Manual de Primeiros Socorros



A próxima matéria a ser falada na aula de Saúde Infantil serão os primeiros socorros. Será uma matéria teórico-prática, logo um manual apropriado é bastante importante.


Gastroentrite Infantil

Este foi mais um dos temas falados em Saúde Infantil. A Gastroentrite Infantil é mais uma infecção que pode afectar tanto crianças como bebés, e deve ser tratada sempre com o máximo de cuidado.

O que é a gastroenterite.
Os sintomas, as causas e o tratamento. Gastrite é a inflamação da mucosa do estômago, enquanto que a dos intestinos se conhece como enterite. Quando são ambos órgãos afetados, produz-se uma gastroenterite, que é a irritação e inflamação do conjunto do trato digestivo.

Gastroenterite é uma infecção que atinge o sistema gastrointestinal ocasionando sinais e sintomas deste aparelho como as diarréias, cólicas intestinais e vômitos.

O termo gastroenterite é utilizado de uma forma geral, pois se refere a um grupo de distúrbios cujas causas são as infecções e cujos sintomas incluem a perda de apetite, a náusea, o vómito, a diarreia de leve a intensa, a dor tipo cólica e o desconforto abdominal.

Como já dissemos, a perda de apetite e as náuseas, seguidas de diarréia, são os primeiros sintomas dessa doença. Logo se produzem acessos de vômito, com diarréia aquosa, dores na tripinha, febre e extrema fraqueza. Pode desaparecer ao cabo de dois ou três dias.

Causas da gastroenterite em crianças e bebês
É causada por uma infecção vírica, que se transmite com facilidade de uma pessoa a outra por contato individual, sem mediação de alimentos nem bebidas. As bebidas e os alimentos contaminados por micróbios também podem produzir gastroenterite, assim como alimentos alérgicos como mariscos, os ovos, ou a carne de porco. Outra causa possível dessa doença é a alteração flora bacteriana natural do trato digestivo. Também os antibióticos podem ter um efeito parecido, já que atuam sobre a população bacteriana intestinal, alterando seu equilíbrio natural.

Tratamento da gastroenterite em crianças e bebês
Deve-se guardar repouso em casa e beber grande quantidade de líquidos, para evitar a desidratação. Durante as primeiras 24 horas não se devem ingerir alimentos, e deve-se tomar somente água, suco de cenoura ou chá; devem ingerir dois litros diários, no mínimo, de líquido sem açúcar, já que este pode prolongar a diarréia. Maçãs, arroz branco e peito de frango são alimentos recomendados para uma dieta no tratamento.

A conjuntivite em bebés e crianças.

Foi um dos temas da semana em Saúde Infantil. Vamos então conhecer, a forma como a conjuntivite pode afectar os bebés e as crianças.

A conjuntivite é a inflamação da membrana ocular, acompanhada de vermelhidão e secreção. A causa da conjuntivite pode ser infecciosa, alérgica ou tóxica.

A conjuntivite infecciosa é transmitida, mais freqüentemente, por vírus ou bactérias e pode ser contagiosa. O contágio se dá, nesse caso, pelo contato. Assim, estar em ambientes fechados com pessoas contaminadas, uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas contaminadas ou até mesmo pela água da piscina são formas de se contrair a conjuntivite infecciosa. Quando ocorre uma epidemia de conjuntivite, pode-se dizer que é do tipo infecciosa.

A conjuntivite alérgica é aquela que ocorre em pessoas predispostas a alergias (como quem tem rinite ou bronquite, por exemplo) e geralmente ocorre nos dois olhos. Esse tipo de conjuntivite não é contagiosa, apesar de que pode começar em um olho e depois se apresentar no outro. Pode ter períodos de melhoras e reincidências, sendo importante a descoberta da causa da conjuntivite alérgica.

A conjuntivite tóxica é causada por contato direto com algum agente tóxico, que pode ser algum colírio medicamentoso ou alguns produtos de limpeza, fumaça de cigarro e poluentes industriais. Alguns outros irritantes capazes de causar conjuntivite tóxica são poluição do ar, sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro e tintas para cabelo. A pessoa com conjuntivite tóxica deve se afastar do agente causador e lavar os olhos com água abundante. Se a causa for medicamentosa é necessário a suspensão do uso, sempre seguindo uma orientação médica.

Sintomas da Conjuntivite
Os principais sintomas da conjuntivite são:
• Olhos vermelhos e lacrimejantes, devido à dilatação dos vasos sanguíneos locais;
• Inchaço (edema) do olho ou pálpebra, devido ao acúmulo de líquido no local;
• Sensação de areia ou de ciscos nos olhos;
• Aumento do lacrimejamento com a presença de secreção purulenta;
• Incomodo causado pela luz;
• Em alguns casos, febre e dor de garganta.


Causas da conjuntivite nas crianças e bebês
A conjuntivite pode ser causada por um vírus, uma bactéria, ou por uma reação alérgica. A infecciosa (por bactéria) é muito contagiosa. Se começa por um olho, com certeza afetará o outro. E é purulenta. Por outro lado, as virais e as alérgicas apresentam pouca secreção. Produzem lágrimas claras e aquosas e pálpebras inchadas.

Tratamento da conjuntivite nas crianças e bebês
Deve-se consultar sempre o pediatra. No caso de infecção, ele receitará um antibiótico ou um colírio. Nos outros casos, se tratará usando colírios antiinflamatórios e antihistamínicos. Enxaguar o olho com soro fisiológico e, para evitar contágios, não se deve compartilhar toalhas da pessoa afetada de conjuntivite.


Recomendações
Para prevenir o contágio, tome as seguintes precauções:

• Lavar as mãos frequentemente;
• Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes e praias;
• Lavar com frequência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microrganismos patogénicos;
• Não coçar os olhos;
• Aumentar a frequência com que troca as toalhas do banheiro e sabonete ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
• Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;
• Não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;
• Evitar contato direto com outras pessoas;
• Evitar pegar crianças pequenas no colo;
• Não use lentes de contato durante esse período;
• Evitar banhos de sol.