Queremos uma Escola que lute contra o preconceito, respeite a diferença e derrube barreiras. Os jovens e crianças migrantes, devem encontrar na Escola um espaço de colaboração e partilha e um ponto de encontro de diferentes culturas. A cada aluno deve ser dada a oportunidade de chegar, ver e vencer, numa escola 100 diferenças."Tudo o que sei, aprendi no Jardim de Infância"
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domingo, 14 de março de 2010
Logotipo e Lema da Campanha do Concurso Conectando Mundos
Chegar, ver e vencer…numa escola 100 diferenças
Queremos uma Escola que lute contra o preconceito, respeite a diferença e derrube barreiras. Os jovens e crianças migrantes, devem encontrar na Escola um espaço de colaboração e partilha e um ponto de encontro de diferentes culturas. A cada aluno deve ser dada a oportunidade de chegar, ver e vencer, numa escola 100 diferenças.
Queremos uma Escola que lute contra o preconceito, respeite a diferença e derrube barreiras. Os jovens e crianças migrantes, devem encontrar na Escola um espaço de colaboração e partilha e um ponto de encontro de diferentes culturas. A cada aluno deve ser dada a oportunidade de chegar, ver e vencer, numa escola 100 diferenças.segunda-feira, 8 de março de 2010
As crianças migrantes
A educação é um direito de todos nós e deve ser vista como uma condição básica essencial que desempenha um papel importantíssimo no êxito de todas as crianças migrantes tornando-as capazes de dar o melhor contributo às nossas sociedades que com o passar do tempo também verão como delas. As crianças migrantes têm por vezes de enfrentar inúmeras dificuldades que podem prejudicar todo o seu desenvolvimento, sucesso e integração social. Podem ter a necessidade de abandonar a escola muito mais cedo que maioria das crianças, sendo os estudantes que frequentam o ensino superior em menor numero. Um baixo estatuto sócio económico, barreiras linguisticas, apoio insuficiente por parte da família e da comunidade em geral ou situações de discriminação podem por sua vez originar casos de marginalização, exclusão social ou xenofobia. Então qual é a solução capaz de auxiliar as crianças migrantes em todos estes aspectos? A solução passa por uma medida muito simples. Reduzir a diferença que separa os alunos migrantes dos não migrantes ou nativos. Este facto é assim a melhor solução de prevenir a segregação social. As principais medidas deviam passar por condições de acesso ao ensino escolar iguais para todos, de modo a que se evite a concentração de crianças migrantes em escolas de baixo rendimento levando a que outras famílias optem pela pior atitude e retirem os seus filhos das mesmas escolas, evitando assim um contacto entre culturas essencial tanto para as crianças migrantes como para as crianças nativas como modo de integração. O apoio a estas crianças deve ser prestado sob a forma de oportunidades justas e equivalentes fomentando assim o desenvolvimento das suas capacidades e potencialidades. Os obstáculos devem ser eliminados de modo a reduzir as diferenças existentes e neste aspecto a qualidade do ensino tem sem dúvida um papel preponderante. domingo, 24 de janeiro de 2010
A História da Carochinha

Aqui fica a nossa história, escolhida para o trabalho de ECDM, na sua versão original e tradicional. A carochinha, é um conto que passou de geração em geração e ainda hoje faz as delícias dos mais novos. Em ECDM, vamos tentar dar algum modernismo e inovação à história e quem sabe até um final diferente. Esperem para ver!
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sábado, 9 de janeiro de 2010
Agressividade na criança
Esta semana em TPIE, houve mais uma apresentação de um trabalho. Desta vez o tema era "A criança e a agressividade". Assim sendo, aqui fica algumas considerações a ter em conta quando os mais pequenos deixam escapar a fúria.
Um estudo recente mostrou que as crianças com comportamentos mais agressivos e que se mostram normalmente mais irritadas e desatentas tendem a ter menos amigos do que as restantes crianças. Estas diferenças são visíveis ainda na idade pré-escolar, nomeadamente no infantário.
O momento em que uma criança entra para a creche ou infantário é cheio de mudanças e emoções novas. A partir daqui, a criança passa a desenvolver competências sociais, que lhe permitirão interagir com o grupo de pares. Apesar de todos sabermos que o comportamento agressivo é comum em crianças pequenas, é expectável que a socialização com outras crianças potencie o desenvolvimento de competências que permitam que a criança aprenda a controlar o próprio comportamento. Mas a verdade é que existem crianças que mostram comportamentos mais agressivos, ou que o fazem com mais frequência do que as outras. Acabam por agredir os colegas, por reagir através de manifestações de raiva e por manifestar maior dificuldade em concentrar-se nas actividades propostas.
Mas isto não significa que não haja nada a fazer. Pelo contrário, existem maneiras de lidar com o comportamento agressivo e desafiador das crianças. Em primeiro lugar, importa fazer a distinção entre mau comportamento e criança má. Mesmo quando a criança é agressiva, ou provoca o adulto, é importante aceitar que estamos perante um mau comportamento, em vez de rotularmos a criança. De resto, importa lembrar que os colegas serão os primeiros a fazê-lo – se a criança mostra sistematicamente maus comportamentos, acaba por ser rotulada. Mas a verdade é que estes maus comportamentos não são mais do que formas disfuncionais que a criança encontra para mostrar que está assustada, que se sente frustrada, chateada ou magoada. Acontece que, por algum motivo, não é capaz de mostrar estas emoções de modo ajustado.É relativamente fácil identificar o padrão comportamental destas crianças: batem, empurram, resmungam, fazem birras, recusam-se a cooperar e dificilmente controlam as suas reacções. Independentemente de o seu alvo ser outra criança ou um adulto, o resultado é o mesmo: frustração, irritação e punição. Como estas crianças tendem a provocar o medo entre o grupo de pares, são normalmente postas de parte, pelo que lhes é mais difícil criarem amizades, gerando-se ciclos viciosos preocupantes.
Depois, importa reconhecer que, mesmo as crianças mais agressivas, não são sempre assim. Existem momentos em que o seu comportamento é adequado e compete aos adultos que a rodeiam reconhecer e elogiar esse esforço – seja quando a criança é capaz de trabalhar sossegada, seja quando coopera com os colegas. O elogio sincero é uma ferramenta eficaz na promoção dos bons comportamentos.

Outra “arma” importante para lidar com estas crianças é a capacidade para manter a calma. Trata-se de uma tarefa difícil, às vezes hercúlea, mas frutífera. A ideia de vermos uma criança a desafiar as regras, desobedecendo a tudo o que lhe é proposto fará, quase de certeza, com que a tensão arterial do adulto responsável suba vertiginosamente. Mas é importante reconhecermos que estamos perante uma criança que não é capaz de controlar as suas próprias emoções, pelo que, se o adulto perder as estribeiras, acabará por reforçar positivamente a agressividade da criança. Às vezes, o melhor é “sair de cena” e tentarmos acalmar-nos antes de reagir, mesmo que tenhamos que dizer à criança “O teu comportamento está a enervar-me tanto que eu preciso de me acalmar primeiro”. Mas depois é preciso voltar e actuar com a firmeza que a situação exige. Isto mostrará à criança que os adultos, tal como ela, também sentem raiva e ficam chateados, mas que isso não lhes dá legitimidade para agarrar no cinto e desatar à tareia.
Sendo a raiva a emoção mais fácil de sentir, muitas crianças acabam por usar o comportamento agressivo ou desafiador para mascarar outros sentimentos, como a tristeza profunda. É importante ajudá-las a usar as palavras para expressar a sua dor e/ou para falar sobre as situações adversas.
As idades da fúria
Até 1 ano -Como se manifesta a agressividade
Através do choro, birras, mordeduras ou pontapés
Como agir com a criança
Dizendo ‘não’ aos comportamentos errados, reforçar pequenas recompensas (beijos e carinhos) quando tem comportamentos correctos. Apesar das crises de choro poderem acontecer todas as noites entre as 3 e as 12 semanas, ao fim de 4 meses desaparecem (se não deve falar com o pediatra)
Até aos 4 anos -Como se manifesta a agressividade
Através do choro, birras, destruir brinquedos ou empurrar e tirar objectos das mãos das outras crianças
Como agir com a criança
Dizendo ‘não’ aos comportamentos errados, reforçar pequenas recompensas (beijos e carinhos) quando tem comportamentos correctos, estabelecer limites e seleccionar programas de televisão
Até aos 6 anos - Como se manifesta a agressividade
Através do choro, birras, socos, pontapés, destruir brinquedos e outros objectos.
Como agir com a criança
Dizendo ‘não’ aos comportamentos errados, reforçar pequenas recompensas (beijos e carinhos) quando tem comportamentos correctos. Usar os castigos, em caso necessário e como último recurso.
Orientação
Ser pai ou mãe de criança agressiva não é fácil, mas existem formas de fazer com que esse comportamento vá desaparecendo. Saiba como lidar com o problema de forma responsável:
- colocar limites claros, razoáveis e sistemáticos- ser consistente na hora de estabelecer as regras
- não usar, de forma alguma, punição corporal, pois isso pode levar a criança a pensar que bater é uma forma correta de agir e expressar a sua raiva
- valorizar o comportamento positivo da criança
- evitar ceder a um comportamento coercitivo da criança - como choro, birra ou grito. O melhor é acalmar-se e estabelecer um castigo, sem agredi-la
- conversar com a criança sobre emoções, sentimentos e alternativas para lidar com eles- nunca ignorar um comportamento agressivo, mas impedi-lo imediatamente
– conversando com voz firme e estabelecendo um castigo na mesma hora
- conversar com ela sobre comportamentos agressivos e perigosos
- ajudá-la a descrever outras maneiras de lidar com problemas, sem ser agressiva e anti-social – como, por exemplo, chamar um adulto, gritar por ajuda ou conversar
- explicar que ninguém gosta de amigos briguentos e que as pessoas vão se afastar dela, pois crianças que brigam muito são as mais rejeitadas pelos colegas
- não se ater somente à censura, mas dar apoio e auxiliá-la a se comportar de outra maneira. Desenvolvendo habilidades sociais, como pedir, solicitar, desculpar-se, ouvir, trocar, emprestar etc.
- e, o mais importante, buscar dar sempre exemplos de bom comportamento.
sábado, 2 de janeiro de 2010

Deixo-vos agora com três livros muito bons e essenciais para o curso e sobretudo para a aprendizagem de quem quer saber mais sobre esta área. São muito bons.
Educação Especial
Educação Sexual
A Psicanálise Dos Contos De Fadas
Actividades de Psicomotricidade

Retirado directamente da Internet surgem estes jogos se Psicomotricidade para as crianças. São vários jogos de todos os tipos e para várias idades. Um bom complemento também para Educação Física e para a pesquisa solicitada pela professora. Depois da importância da Psicomotricidade já postada no Blog, surgem aqui algumas boas actividades para por todos os seus conceitos em prática.












sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
A Arte de Contar Histórias

Contar histórias é uma arte. Desde os tempos mais longínquos, as histórias tem o seu lugar.É através da figura do contador que elas vão percorrendo geração em geração e perpetuando a força da palavra, das tradições e da língua.Mas quem é o contador contemporâneo? O que ele conta? Para quem? Como conta? Existem técnicas?A arte de contar histórias ganhou assim um novo fôlego e vem conquistando cada vez mais espaço nas sociedades atuais. Desta forma, têm sido realizados com frequência em escolas, livrarias, bibliotecas, hospitais, auditórios, teatros, etc.diversos cursos para todos aqueles que desejam ter contato com o mundo mágico da narração oral e dos contos através de distintas técnicas criativas e expressivas.
O Objectivo destes cursos é introduzir os participantes do mesmo, na arte de contar histórias, através de abordagens teóricas e práticas. Descobrir o contador que existe dentro de cada um de nós. Desenvolver capacidades expressivas (verbais e não verbais) através de exercícios e desenvolvimento de técnicas ou destacar a importância de narrar histórias como feito artístico em si.

Vejam o vídeo de Clara Haddad. Uma contadora de histórias profissional Licenciada em Educação Física e Artes Cénicas.
Reside em Portugal onde actua como narradora oral, actriz e coreógrafa.
Tem no seu repertório contos de tradição oral e literários e diversas apresentações artísticas, espectáculos e sessões de contos para crianças, jovens e adultos.
Participa frequentemente em festivais,encontros e maratonas de narração oral nacionais e internacionais.
É Idealizadora da "Contos da Carochinha-Brincadeiras com arte" bem como Integrante do Projecto Educativo do Hospital Pedro Hispano (onde desenvolve pesquisa e trabalho com contos , meditação e visualização criativa para crianças e pais de crianças internados)
Ministra ainda cursos sobre a arte de contar histórias e animação de leitura, criação de contos, dança -criativa e teatro.
Sem Fraldas: A Criança e o Bacio
Esta semana foi a vez de vermos e ouvirmos atentamente mais uma apresentação sobre os livros temáticos em relação à Educação Infantil. Assim, o grupo da Ana e da Vânia apresentaram "A criança e o Bacio". Mais tarde colocarei no Blog essa mesma apresentação. Até lá fiquem com este excelente artigo sobre aquela altura em que a criança deixa de usar a fralda e descobre um novo mundo. O Bacio.

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Sem Fraldas!
Rabinho fresco e um bacio adequado podem fazer milagres em poucos dias.
Abandonar a fralda faz parte da evolução de qualquer criança. Todavia, umas conseguem ultrapassar esta etapa mais cedo do que outras. Para o conseguirem é necessário que tenham o controlo dos esfíncteres. O adeus às fraldas tem o seu tempo e não deve ser forçado pelos pais. A pressa gera a ansiedade dos pais em cada tentativa e transmitem-na sem querer ao bebé.
O ritmo natural com que uma criança abandona as fraldas pressupõe certos avanços e retrocessos que não devem ser motivo de ralhos ou chantagem.
Como qualquer novo repto, esta etapa significa que se vai parecer mais com os meninos crescidos e com os adultos, significa também insegurança e alguns medos que a criança terá de ultrapassar até conseguir o objectivo - largar definitivamente a fralda.
Rabinho ao fresco
Agora que o tempo está quente é uma boa oportunidade para retirar a fralda à criança e deixar que anda apenas com uma cueca e um calção. Se se molhar é fácil trocar-lhe a roupa e a criança pode mais facilmente ir ao bacio. Oferecer-lhe um bacio, pode ser o primeiro passo.
Se o bacio for concebido especialmente para estas primeiras tentativas, o seu filho aprenderá a utilizá-lo enquanto brinca. A pensar nesta etapa, existem bacios com um design atractivo. Golfinhos que se podem cavalgar, um automóvel ou um hipopótamo por exemplo... existem para todos os gostos.
Contudo, qualquer tentativa pode resultar infrutífera se a criança ainda não atingiu a maturidade suficiente para dar este passo.
Sinais de mudança
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As crianças pequenas detectam às vezes mais facilmente a sensação de que vão fazer cocó do que a sensação de “bexiga cheia”.
Geralmente no que respeita a fazer chichi, começam por deixar de molhar a fralda durante a noite e isso é sinal que conseguem controlar os esfíncteres durante um largo período de tempo e significa ainda que estão prontas para a grande aventura.
Quando a criança alcança esta conquista pode retirar-se a fralda e esperar que após algumas tentativas, consiga ganhar a sua independência. No início deve proceder-se da seguinte forma:
Para que a criança não tenha um escape durante a noite, os pais devem colocá-la no bacio antes de se deitar e acordá-la a meio da noite para que faça de novo chichi. Durante o dia não deverão manter a fralda.
A criança deve trazer roupa que, ela própria, possa retirar facilmente. Se tiverem de se ausentar por pouco tempo com a criança, deverão pô-la a fazer chichi antes de sair e recomendar-lhe que não leva fralda. Caso tenha vontade, deve avisar de imediato os pais.
Mesmo com algumas recomendações é natural que a criança, inicialmente – durante a noite ou durante o dia - tenha alguns escapes. Os pais, em qualquer situação, não devem zangar-se com a criança pois os escapes fazem parte deste processo. Avançar e retroceder para tornar a avançar, quando têm o apoio e o carinho dos pais é mais fácil para ultrapassar todas as barreiras.
As vitórias devem ser premiadas e os retrocessos devem ser compreendidos pelos pais para que a criança ao sentir o seu apoio não se sinta angustiada e desmotivada para tentar de novo.
A caminho do bacio

A adaptação ao bacio deve ser feita depois da criança se ter familiarizado com ele. Por isso se recomenda que os pais o adquiram, conjuntamente com a criança, uns tempos antes de iniciarem o processo. A criança brincará com o bacio e será mais fácil a sua adaptação.
Sentir-se sem o peso da fralda ou o seu desagradável odor, são um bom incentivo para que a criança abandone as fraldas. São vários os sinais que nos permitem identificar o momento mais propício para introduzir o bacio no dia-a-dia das crianças. No entanto, destacamos os mais evidentes:
- A criança já identifica as sensações, tanto da micção como da evacuação.
- A criança avisa quando está aflita.
- A criança diz que tem a fralda suja porque se sente incomodada.
- A criança mostra vontade de usar o bacio.
- A criança aguenta longos períodos sem sujar a fralda.
Se a criança depois de parecer estar totalmente adaptada ao bacio tiver alguns escapes, os pais não devem dar muita importância ao facto nem voltar ao colocar-lhe a fralda. Paciência, amor e compreensão é tudo quanto a criança necessita para conseguir um abandono definitivo.
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Os Terrores Nocturnos - TPIE
Os Terrores Nocturnos foi um tema muito falado na apresentação do livro "A criança e o Sono" por parte das colegas Soraia e Andréia. É um tema bastante interessante e que afecta muitas crianças. Conheçam agora o que são os terrores nocturnos, como se manifesta, o que a criança sente, como devem os pais actuar bem como a opinião de alguns especialistas na matérias.
O que são terrores nocturnos?

Terrores nocturnos são uma alteração do sono frequente em crianças, em que há um despertar abrupto e acompanhado de sinais de ansiedade intensa, geralmente nas primeiras horas de sono.
Como se comporta a criança durante um episódio de terror nocturno?
"A criança acorda em sobressalto, uma ou duas horas depois de ter adormecido, com um grito de pânico a que se segue um período em que manifesta grande ansiedade, com o olhar fixo, sudação, respiração rápida, aceleração dos batimentos cardíacos e movimentos descoordenados. A agitação dura alguns minutos e não cede às tentativas de conforto por parte dos pais.
Quando o episódio termina, a criança volta a adormecer e não se recorda do que se passou, quer seja acordada a seguir, quer na manhã seguinte."
Em que idade aparecem os terrores nocturnos?
Os terrores nocturnos aparecem por volta dos quatro anos e podem manter-se até aos doze anos, mas com uma redução gradual do número de episódios.

Como são os ciclos de sono normal na criança?
"Como o adulto, a criança tem ciclos de sono leve e de sono profundo ao longo da noite. Estes ciclos recebem o nome de sono de movimento rápido dos olhos (sono REM – Rapid Eye Movement) e sono sem movimento rápido dos olhos (sono NREM – Nom Rapid Eye Movement).
Uma pessoa ao adormecer entra na primeira fase de sono NREM que é um período de sono cada vez mais profundo, com uma diminuição das respostas aos estímulos ambientais e em que o acordar é difícil. Ao fim de cerca de uma hora e meia de sono profundo há um período de sono leve (sono REM) que se acompanha de movimentos vigorosos dos olhos, diminuição da tensão muscular e despertar mais fácil.
Ao longo da noite, conforme se aproxima a manhã, diminuem os períodos de sono profundo (sono NREM) e aumentam os períodos de sono leve (sono REM).
Nas crianças pequenas, os períodos de sono superficial são maiores que no adulto, o que se traduz por despertares mais frequentes. No entanto, a maioria das crianças aos dois anos de idade é capaz de dormir toda a noite, embora a profundidade do sono varie ao longo da noite."
Em que fase do sono aparecem os terrores nocturnos?
Os terrores nocturnos são uma alteração da segunda metade do sono NREM (sono profundo). Por este motivo, a criança, que estava profundamente adormecida, parece confusa e desorientada, não responde às tentativas de consolo dos pais, e não se recorda do sucedido na manhã seguinte.
Os terrores nocturnos e os pesadelos são a mesma coisa?

"Não. Enquanto os terrores nocturnos surgem mais no princípio da noite (em que os períodos de sono profundo são mais longos), os pesadelos são um fenómeno do sono superficial (sono REM), e por isso ocorrem mais na segunda metade da noite ou quando a manhã se aproxima (quando aumentam os períodos de sono REM).
Por outro lado, nos terrores nocturnos o despertar acontece no início do episódio, enquanto nos pesadelos a criança acorda a meio ou no final, quando a tensão causada pelo conteúdo assustador do sonho se torna demasiado intensa. Ao acordar de um pesadelo a criança rapidamente fica orientada e desperta, consegue descrever o conteúdo do sonho e deixa-se tranquilizar pelos pais (em contraste com os terrores nocturnos em que se mantém confusa e agitada, sem que nada a acalme, esquecendo o episódio logo que retoma o sono)."
Há factores desencadeantes dos terrores nocturnos?
Os terrores nocturnos não são sinal de doença orgânica ou psicológica e podem aparecer em qualquer criança saudável. No entanto, as condições que aumentam a duração do sono profundo (sono NREM), como o cansaço ou certos medicamentos, podem facilitar o aparecimento de terrores nocturnos.
Há tratamento para os terrores nocturnos?

"Habitualmente não há indicação para tratamento dos terrores nocturnos, sendo suficiente tranquilizar os pais e ensiná-los a lidar com o problema, informando-os da sua natureza, da sua inocuidade para a criança e da sua progressiva diminuição com o passar dos anos. Para reduzir o número de episódios é importante estabelecer uma boa rotina de sono, evitando a fadiga que interfere na duração do sono profundo.
Quando os episódios são muito frequentes podem utilizar-se técnicas comportamentais (acordar a criança antes do episódio durante vários dias pode suprimir os terrores nocturnos por períodos mais ou menos longos) ou administrar medicamentos que modificam a fase final do sono NREM."
Os Terrores Nocturnos
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sábado, 28 de novembro de 2009
A Sindrome de Tourette

Outra das definições contidas no nosso livro era uma doença denominada "Sindrome de Tourette". Até à leitura do livro desconhecia totalmente esta doença. Fiquei com alguma curiosidade e resolvi pesquisar. É uma doença principalmente neurológica que pode afectar muito a vida social de uma criança. Fiquem com a definição da doença, como se manifesta e com um vídeo muito bom onde crianças com Sindrome de Tourette falam sobre a doença explicando no que consiste e como as afectam. O Documentário está em inglês mas merece a pena ser visto. não percam.
A origem do nome
Foi aproximadamente em 1885 que o médico francês Gilles de La Tourette (1857-1904), escreveu um artigo, em que descrevia o caso de um indivíduo que desde a infância sofria de movimentos e sons involuntários e compulsão para exibir rituais invulgares.
A este conjunto de sinais foi dado o nome de Síndrome de Gilles de La Tourette, em sua honra, tendo, com o passar do tempo, sido conhecido apenas como Síndrome de La Tourette.
Todavia, não foi apenas o nome que mudou. A definição desta síndrome e o que hoje sabemos a seu respeito também foi mudando.
O Mito de Tourette
Tempos houve, em que esta doença era tida como uma maldição e que quem a tinha estava condenado a manifestar comportamentos bizarros até ao fim da vida.
Não é incomum, nos dias de hoje, conhecermos pessoas que, por via de uma informação deficiente, continuam a achar que estamos perante uma doença rara. De facto não é assim, é, pelo contrário, uma das mais comuns. No entanto é por vezes subdiagnosticada ou mal entendida no aspecto neurobiológico. Ainda que a Associação Americana da Síndrome de La Tourette tenha publicado estimativas sugerindo que esta doença afectava apenas 1 em cada 10.000 pessoas, sabe-se hoje que, segundo o DSM-IV no grupo dedicado à prevalência, esta perturbação ocorre em 4 a 5 indivíduos por cada 10.000.
Para Sempre ou Estádio de Desenvolvimento?
Nos últimos anos, os estudos têm indicado que, na maioria dos casos, as crianças com estes sintomas podem ao fim de alguns anos entrar em remissão, por vezes mais cedo do que se possa pensar. As pesquisas levadas a cabo por Spencer et al (1999) e Leckman et al (1988)1 mostraram que a maior parte dos jovens portadores desta síndrome, entraram em remissão por volta dos 12 anos.
Estas constatações levam a que não se ponha de parte a hipótese que esta doença poderá ser resultado de uma passagem conturbada em determinado estádio de desenvolvimento psicomotor, usando o conceito de Piaget, eventualmente o operatório concreto, em que a criança está numa fase em que a sua estrutura interna se está a preparar para o momento em que adquirirá as competências próprias do raciocínio hipotético-dedutivo, que adquirirá no estádio seguinte – o operatório formal. Uma descompensação familiar ou traumatismos psicológicos podem ser factores causais (Fonseca, 1987).
A SINDROME DE GILLES DE LA TOURETTE
- Quadro clínico
Esta doença está classificada no CID-10 no grupo das Perturbações Emocionais e de Comportamento com Início Habitualmente da Infância e Adolescência, com o código F95.2 e descrita como Perturbação de tiques vocais e motores múltiplos combinados.
Sendo a descrição supracitada bastante explicita dos sinais que se podem observar, importa contudo referir que os múltiplos tiques motores e vocais, incluindo coprolalia, podem aparecer em simultâneo ou em diferentes períodos da doença. Numa primeira fase da doença, esta manifesta-se por episódios de tiques simples, normalmente faciais.
A doença manifesta-se quase sempre na infância e adolescência e tem sido observado que é mais frequente em indivíduos do sexo masculino. Os tiques podem ser simples – piscar de olhos ou pigarrear - ou complexos – movimentos faciais, dos membros, ou coprolalia. São movimentos súbitos, rápidos, estereotipados, recorrentes e não ritmados. Situações que provoquem stress podem agravar os sintomas.
Esta perturbação pode estar ainda associada à Perturbação Obcessivo-Compulsiva, podendo o doente apresentar ambas em simultâneo.
Relativamente às causas que podem estar associadas ao aparecimento da doença, para além das descritas no ponto anterior, Fonseca (1987) refere que podem estar relacionadas com modificações nas taxas de dopamina, o que faz com que hajam alterações neurotransmissoras ao nível dos centros extrapiramidais. Esta anomalia pode ficar a dever-se a uma certa vulnerabilidade genética transmitida hereditariamente.
- Vias Piramidais e Extrapiramidais
A via piramidal, composta por neurónios que vêm do córtex, caminha pelos cordões lateral e anterior, indo até aos cornos anteriores da medula e tem como função decidir da contracção muscular, mas sem possibilidade de gradação. Comanda, portanto a motricidade idiocinética.
A via extrapiramidal é composta por múltiplos feixes neuronais que se dirigem dos centros superiores para a medula e é a responsável pela motricidade holocinética, i.e., garante a harmonia dos movimentos.
Ambas as vias confluem sobre o corno anterior da medula, donde sai um neurónio que formará um nervo que se dirige para os músculos. A conjugação das duas resulta num impulso nervoso adequado ao movimento desejado.
Desta forma, havendo uma deficiência ao nível da via extrapiramidal, que como vimos, proporciona a harmonia dos movimentos, não deverá pôr-se de lado a hipótese de esta ser uma possível causa da Síndrome de La Tourette.
Diagnóstico
Antes de se poder fazer o diagnóstico definitivo de Síndrome de La Tourette, é necessário despistar se os tiques apresentados pelo paciente não ficam a dever-se a outro tipo de perturbação de tiques, a saber:
- Perturbação de Tique Transitório;
- Perturbação de Tique Motor ou Vocal crónica;
- Perturbação de Tiques sem Outra Especificação;
- Perturbação do Movimento Induzida por Fármacos sem Outra Especificação.
Assim, e tal como descrito no DSM-IV, a Síndrome de La Tourette pode ser diagnosticada com segurança se se verificarem os seguinte 5 critérios:
- Presença de múltiplos tiques motores e vocais (um ou mais), em simultâneo ou não;
- Verifica-se a ocorrência de acessos de tiques várias vezes ao dia, ou durante um período de mais de um ano, sem que haja um período sem tiques superior a mais de três meses consecutivos;
- Grande mal-estar e significativo défice social, ocupacional e outros;
- A doença manifesta-se antes dos 18 anos de idade;
- Não é devida a efeitos fisiológicos induzidos por substâncias ou a um estado físico geral.
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Ansiedade de Separação

Durante o trabalho sobre a criança e a disciplina abordamos alguns aspectos bastante interessantes que merecem destaque aqui no Blog. Começo então por falar da protecção e presença dos pais, necessária ao desenvolvimento da criança. Chega a altura da vida de uma criança que a presença dos pais é essencial para que esta se sinta protegida e capaz de enfrentar os desafios. Não quer dizer com isto que sejamos nós a fazer por ela. Apensa precisa de saber que estamos lá. Mas, e quando não estamos?
Despedidas difíceis
Quando é necessário os pais afastarem-se, nem que seja por breves momentos, a criança fica muito perturbada e parece não conseguir gerir o adeus. Chama-se a isto ansiedade de separação.
Acontece geralmente a partir dos 6-8 meses de idade e dura até cerca dos 3 anos. Por vezes, esta fase pode prolongar-se quando houve um episódio traumático de separação. Quando não assume contornos exagerados ou até patológicos, a ansiedade da separação é uma forma de a criança se agarrar ao que sente como seguro, num mundo que a ameaça, passando logo que cresça e se aperceba que não precisa de andar «com o credo na boca», porque o mundo, afinal, é um lugar bastante tranquilo.
É depois dos 6 meses que o bebé percebe que existe, independentemente das outras pessoas e do mundo. E também que existem objectos e coisas, e que o colo dos pais e a sua presença corresponde a segurança. Sente fome? A mãe tratará disso. Precisa de mudar a fralda? Tem o pai presente. Quando se sente mal ou tem dores, o bebé sabe que chorando alguém virá – os pais ou os cuidadores mais próximos. Tudo o que precisa para se sentir bem vem «daquela» fonte: essencialmente os progenitores.
É por isso que a partida dos pais, mesmo que seja por pouco tempo (e para um bebé desta idade não há nem muito nem pouco tempo, há apenas «tempo»), pode deixar a questão, angustiante: «E agora? Quem é que vai cuidar de mim?». Convenhamos que é um assunto demasiadamente forte e perturbador para não causar ansiedade. É nessa idade que algumas crianças começam a sentir ansiedade quando vão para a cama ou quando os pais saem da sala (claro está que muitos manipulam esta situação e «chantageiam» emocionalmente os pais, mas o que está na base é o medo de ficar só e abandonado).
À medida que as situações de separação se vão tornando habituais e que o bebé entende que as coisas que necessita não lhe vão faltar e que outras pessoas são também capazes de tratar dele, bem como o facto de saber que os pais acabam por regressar, a ansiedade começa a diminuir porque a certeza de que «tudo está bem» ajuda a securizar os seus sentimentos e a sentir-se bem.
De qualquer modo, se houve uma experiência traumática, em que as necessidades da criança não foram adequadamente providas (mesmo que apenas na perspectiva do bebé) ou que ela sentiu que os pais tinham ido embora «definitivamente», então poderá prolongar-se o período de ansiedade por mais anos. É por isso que é essencial os pais (sobretudo as mães...) darem aos filhos alguma autonomia e deixarem-nos adquirir essa autonomia, num processo lento mas gradual. Nem oito nem oitenta. Nem separarem-se dos bebés sem ter o cuidado de entenderem o que eles vão pensar do assunto, nem serem pais galinhas, sufocantes, que criam à volta da criança a ideia de que o mundo é agressivo ou mau.
O bebé tem que ter as suas próprias armas, gerir os seus próprios medos e vencer o seu próprio stresse. Fazer deste processo uma evolução tranquila mas activa é um desafio difícil mas possível, estimulante, e que os pais terão que perceber, estudando as reacções da criança, mas enquadrando-as no contexto e, também, na sua (deles, pais) maneira de ser.
Entre as situações que podem causar ansiedade, encontram-se:
• ir para a cama

• os pais saírem da sala
• a mãe ir para a maternidade
• a criança ter que ser hospitalizada
• os pais saírem à noite
• os primeiros dias no infantário
ENTÃO, O QUE FAZER?
Todas as crianças terão que saber lidar com a separação. Faz parte da aprendizagem da vida e de como lidar com as adversidades. Se as primeiras situações não causaram reacções violentas ou traumáticas, é bom sinal e podem ir experimentando-se situações mais extensas no tempo. Outro ponto fundamental é ter a certeza de que a pessoa que fica com o bebé sabe responder às suas necessidades e que também compreende a ansiedade. Caso contrário, poderá não entender o choro da criança e até irritar-se, o que aumentará a angústia e o mal-estar.
Nas crianças mais velhas (dois, três anos), já se pode (e deve) explicar o que vai acontecer, mas sem prolongar o tempo de despedida (para não se tornar numa verdadeira agonia) nem dar à criança a ideia de que se está a tentar a sua anuência. Se os pais decidiram, está decidido e o filho terá que aceitar essa situação – sobretudo compreender que os pais nunca, jamais, em tempo algum, o deixariam à mercê de qualquer pessoa ou abandonado.
Um dos momentos trágicos é a despedida. Não se pode prolongar demasiado, mas há que durar o suficiente para se dizer «adeus», explicitamente. Isto induz confiança, podem crer. Escapulir sem dizer nada pode criar sentimentos de desconfiança e de incerteza. Se os pais têm que se ir embora devem fazê-lo «honestamente». Claro que isto não quer dizer estar horas com beijinhos e miminhos, a prolongar a situação de despedida. Ou, como já vi pessoas a fazer, a prometer coisas e mais coisas para a criança ficar com uma babysitter, por exemplo, numa escalada e upgrading de promessas que, como dizia um amigo meu, «vai acabar de certeza num cartão de crédito de saldo ilimitado e um Ferrari à porta».
É bom expressar os sentimentos: «sei que gostavas que nós ficássemos e nós também gostávamos de ficar, mas não podemos», e deixar a situação o mais organizada possível (banho, alimentação, etc). É também muito importante cumprir o prometido: se disserem «eu depois telefono», convém telefonar (sem exageros, não é preciso ser de 5 em 5 minutos). E, igualmente, tentar dar uma ideia de quando se voltarão a ver («depois de dormires» ou «logo depois de veres os desenhos animados», etc).
Acostumar as crianças a jogos de separação – esconder atrás da fralda, sair da sala e entrar, etc –, podem ajudar a «trabalhar» a auto-confiança e os sentimentos securizadores. Algumas histórias infantis têm elementos de separação mas há que ter cuidado para que terminem bem e os heróis não fiquem sozinhos para sempre.
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As crianças e os animais de estimação

Ao ler a história "Amelia Wants a Dog" reparei que as crianças que me escutavam tinham um enorme fascínio por animais. Um amigo disse-me que tinha um cão chamado Scooby, outro disse-me que só teria um cão quando a mana Raquel crescesse, outras diziam que não tinham mas adoravam ter um. Afinal qual é a importância de tal como a Amelia, ter um animal de estimação. Podemos começar por dizer que é importante para aprendizagem, responsabilização e desenvolvimento social. Porque os animais são nossos amigos, aprendam o papel fundamental que eles podem ter nas crianças à medida que vão crescendo.
"Hoje quem conta a história sou eu..." - Actividade de estágio

Esta semana levamos uma nova actividade para estágio. "Hoje quem conta a história sou eu...", deu-me a oportunidade contar uma história às minhas crianças. O grupo não era grande mas todos participaram e estavam bastante contentes. A primeira história chamava-se "A árvore generosa". Gostaram tanto que pediram para contar "Amélia Wants a Dog", uma história inglesa com ilustrações brilhantes. Ambos os livros eram geniais e faziam com que as crianças pensassem nos seus ensinamentos. Fazia-me perguntas, contava-me sub histórias relacionadas com eles, e faziam associações entre o imaginário e o real. Foi mesmo muito bom. No final disseram que adoraram e segundo o meu Orientador, a sensibilidade delas não lhes permite mentir nestas coisas. Foi incrivel e espero repetir esta actividade. Segue então um resumo dos dois livros que li às minhas "tartarugas".
A Árvore Generosa
Amelia Wants a Dog

Esta é a história de Amélia, uma menina que sonhava ter um animal de estimação. Mas como todas as crianças Amélia não sabia bem que animal deveria escolher. Amélia pensou ter uma águia, um cavalo, um tigre, uma baleia e até um dinossauro. Pediu tudo ao seu pai que lhe disse sempre não explicando a Amélia o porquê de não poder ter estes animais em casa. Até que Amélia se lembrou de pedir um cãozinho...
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A Criança e a Disciplina - TPIE
Aqui está um dos trabalhos mais extensos feitos até agora no curso. Deu realmente muito trabalho. A criança e a disciplina é um trabalho baseado no livro do mesmo nome da autoria de T. Berry Brazelton e Joshua D Sparrow. Foi um trabalho muito enriquecedor, onde aprendemos muito e onde mais uma vez eu e a Bruninha trabalhamos como um só. Uma verdadeira equipa. Vejam o fruto do nosso trabalho.
domingo, 15 de novembro de 2009
"Goodness of Fit" - A maravilha da adaptação
Depois de ler o livro de TPIE, intitulado a "O método de Brazelton - Criança e a Disciplina" retirei alguns conhecimentos bastante importantes. Um conceito que me chamou bastante a atenção foi o "Goodness of Fit" - A maravilha da adaptação. Este estudo realizado por Stella Chess e Alexender Thomas propunha descrever a forma como os temperamentos dos pais e das crianças estão adaptados uns aos outros. Assim realizei uma pesquisa que achei extremamente interessante. Vejam só.
The Goodness of Fit - O temperamento do seu filho

“És igual ao teu pai: para adormecer era um castigo!” ou “Também não gostas que se aproximem muito de ti, a tua mãe esperneava de imediato quando era assim pequenina como tu!”.
Quem de nós ainda não se deparou com observações semelhantes, sobretudo de familiares, em relação ao temperamento do nosso bebé? Basta retrocedermos às primeiras horas de vida do nosso filho para ouvirmos um “É a cara do pai” ou “Tem a boquinha da mãe”. Depois destes e de outros traços físicos, primeiramente enunciados, seguem-se, à medida que o bebé se desenvolve, observações acerca das características de personalidade do bebé.
O que entendemos, então, por temperamento? Segundo os autores Alexander Thomas e Stella Chess (1977), temperamento é o modo característico da pessoa de abordar ou reagir a pessoas ou situações. Assim, o temperamento é um conceito deveras útil para os pais na medida em que estes poderão avaliar, prever e compreender as reacções do filho com uma crescente facilidade.
De acordo com o pediatra T. Berry Brazelton (2006), os pais saberão assim quando o bebé está a agir de acordo com o seu “eu usual” e quando não está. Por exemplo, o bebé poderá não estar a agir de acordo com o seu “eu usual” quando está doente, quando está mais agitado (quantos bebés não se ressentiram com a agitação característica de quadras festivas, como o Natal?) ou quando está iminente um salto desenvolvimental.
Existem nove componentes na avaliação do temperamento do bebé:
- 1. Nível de actividade: como e quanto o bebé se movimenta;
- 2. Rítmica ou regularidade: a previsibilidade dos ciclos biológicos de fome, sono e eliminação;
- 3. Aproximação ou afastamento: como o bebé responde inicialmente a estímulos novos, tais como um brinquedo, alimentos ou pessoas novas;
- 4. Adaptabilidade: quão facilmente uma resposta inicial é modificada perante uma situação nova ou alterada;
- 5. Limiar de responsividade: que quantidade de estimulação é necessária para evocar uma resposta?;
- 6. Intensidade de reacção: quão vigorosamente o bebé responde;
- 7. Qualidade do humor: o bebé é positivo ou negativo nas suas reacções?;
- 8. Distractibilidade: quão facilmente um estimulo irrelevante pode alterar ou interferir com o comportamento do bebé;
- 9. Tempo de atenção e persistência: quanto tempo é que o bebé dedica a uma actividade e a mantém perante obstáculos.
Estes componentes foram identificados graças a um estudo longitudinal desenvolvido por Alexander Thomas, Stella Chess e Herbert Birch, que acompanhou 133 bebés até à idade adulta, o Estudo Longitudinal de Nova Iorque (NYLS).
Os nove componentes acima referidos deram, posteriormente, origem a três grandes padrões de temperamento:
1. Criança fácil
- - Tem um humor de intensidade ligeira a moderada, geralmente positivo;
- - Responde adequadamente à novidade e à mudança;
- - Desenvolve rapidamente horários regulares de sono e alimentação;
- - Aceita facilmente novos alimentos;
- - Sorri a estranhos;
- - Adapta-se facilmente a novas situações;
- - Aceita a maioria das frustrações com pouca rabugice;
- - Adapta-se rapidamente a novas rotinas e às regras de jogos novos.
2. Criança difícil
- - Manifesta frequentemente humor intenso negativo; chora muitas vezes e alto; também se ri alto;
- - Responde mal à novidade e à mudança;
- - Dorme e come com irregularidade;
- - Aceita lentamente novos alimentos;
- - É desconfiada com estranhos;
- - Adapta-se lentamente a novas situações;
- - Reage às frustrações com birras;
- - Ajusta-se lentamente a novas rotinas.
3. Criança de aquecimento lento
- - Tem reacções de intensidade moderada quer positivas quer negativas;
- - Responde lentamente à novidade e à mudança;
- - Dorme e come com mais regularidade do que a criança difícil mas com menos regularidade do que uma criança fácil;
- - Revela uma resposta inicial moderadamente negativa a novos estímulos (um primeiro encontro com uma pessoa nova, um local ou uma situação);
- - Desenvolve gradualmente prazer por novos estímulos após exposições repetidas e sem pressão.

De acordo com os autores do estudo longitudinal, 40% das 133 crianças eram consideradas crianças fáceis, 10% crianças difíceis e 15% crianças de aquecimento lento. No entanto, 35% das crianças não se enquadravam em nenhum dos três grupos, sendo antes uma mistura de dois ou de todos.
Se a Joana tivesse participado neste estudo, ela seria uma mistura dos três grupos. Por exemplo, tem um humor de intensidade ligeira a moderada, geralmente positivo (criança fácil), reage às frustrações com birras (criança difícil) e desenvolve gradualmente prazer por novos estímulos após exposições repetidas e sem pressão (criança de aquecimento lento).
Refira-se igualmente que a categoria de “criança fácil” não é sinónimo de ausência de “problemas” desenvolvimentais ou de sucesso na vida adulta, tal como uma “criança difícil” não está destinada ao ostracismo ou a comportamentos desviantes.
De acordo com os autores acima enunciados, a chave para um ajustamento saudável é o grau de (melhor) ajustamento, isto é, o encaixe entre o temperamento da criança e as exigências/constrangimentos ambientais com os quais a criança se depara no seu dia-a-dia.
Assim, quando os pais reconhecem que o seu bebé age de um determinado modo não por preguiça, vontade ou perrice, mas principalmente devido ao seu temperamento, têm menos tendência a sentirem-se culpados, ansiosos, rígidos e impacientes. Assim, poderão avaliar, prever e ajudar a criança a adaptar-se ao contexto envolvente. Por exemplo, uma criança difícil necessita de uma ambientação mais prolongada à creche do que uma criança fácil.
O temperamento, como já referimos acima, é inato. Mesmo no útero, os fetos demonstram em parte características de personalidade, através dos níveis de actividade e frequências cardíacas. Este facto foi demonstrado por estudo desenvolvido por Costigan&Johnson (1996), estudo esse que contou com relatos de futuras mães sobre a actividade dos seus filhos in útero.
Para além da sua natureza inata, o temperamento é igualmente considerado estável, se bem que factores ambientais, como os cuidados parentais, poderão provocar alterações no temperamento do bebé. Por exemplo, o modo como a mãe se sente em relação aos seus diferentes papéis (mãe, esposa, filha, trabalhadora), afecta o temperamento da criança. Numa análise de dados do estudo longitudinal mencionado neste texto, as mães que estavam insatisfeitas com o seu emprego ou que estavam em casa permanentemente, tinham mais tendência para demonstrar intolerância, desaprovação ou rejeição em relação ao comportamento dos seus bebés de 3 meses, e as crianças “rejeitadas” estavam mais aptas a tornarem-se “crianças difíceis”. No entanto, a desaprovação não é necessariamente negativa. Num estudo desenvolvido em 1997 por quatro estudiosos, Park, Belsy, Putman e Crnic, crianças pequenas, primogénitos do sexo masculino, que tendiam a ser mais tímidas, tinham mais probabilidades de permanecerem desse modo aos 3 anos de idade, se os pais aceitassem bastante bem as reacções da criança. Se os pais eram mais críticos e pressionavam os seus filhos para novas situações, estes tendiam a tornar-se menos inibidos. Em suma, o que este estudo sugere é que os pais não precisam de aceitar passivamente o temperamento das crianças. Por vezes, ao tornarem-se mais “intrusivos” e menos “sensíveis”, eles poderão impulsionar a criança a ultrapassar determinados traços com vista a uma maior e melhor adaptabilidade aos diferentes contextos de vida.

Em suma, temperamento é a predisposição inata, relativamente estável e sensível a aspectos do meio ambiente, da criança agir perante os estímulos com os quais se depara bem como o modo como os processa.
Existem nove componentes na avaliação do temperamento do bebé bem como três grandes padrões de temperamento. Mais do que três grupos de classificação do temperamento, poderíamos sugerir um quarto grupo, pois que uma grande parte dos bebés manifestam traços dos diferentes grupos.
O temperamento do bebé reveste-se de uma importância fulcral para os pais e educadores da criança uma vez que funciona como que um barómetro de como a criança reage perante os variados factores do meio circundante: a presença de estranhos, a aceitação de novos alimentos, os padrões de sono, entre muitos outros.
Se para nós, pais, é essencial que os nossos filhos venham a desenvolver uma personalidade o mais saudável e adaptativa possível, é igualmente importante estarmos atentos à forma como o temperamento dos nossos filhos se manifesta. Por exemplo: O nosso filho gosta de brincar com as demais crianças ou prefere brincar sozinho?; O nosso filho reage negativamente a pessoas estranhas ou sorri-lhes com facilidade?.
Penso que uma das formas que está ao nosso alcance e que seguramente funciona é dar espaço e tempo ao bebé. O facto da criança preferir brincar sozinha não significa que ela tenha tendência para se isolar. A partir do momento em que tal começa a interferir com a sua sociabilidade, aí sim, poderemos assumir uma atitude mais activa, por exemplo, convidando alguns amiguinhos para brincarem com ela em sua casa, o espaço por excelência em que ela se sentirá segura o suficiente para “arriscar” novos comportamentos.
Se o nosso filho reage negativamente a pessoas estranhas, importa dar-lhe espaço e tempo, tornando as aproximações pequenas e não súbitas, suaves e não forçadas.
Muitas vezes penso no temperamento como sendo o nosso tempero. Imaginem um tempero a mais (por exemplo, sal a mais), sob a forma de pressionarmos a criança a algo para o qual ela ainda não se encontra preparada...o resultado não será, concerteza, positivo! Quer para nós, pais, mas sobretudo para a criança.
E que experiências é que vocês, pais, têm relativamente ao temperamento dos vossos filhos?
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sábado, 7 de novembro de 2009
TPIE - Orientações Curriculares para a Educação Pré Escolar
Este foi o primeiro grande trabalho de TPIE do ano. As Orientações para a Educação Pré Escolar eram o ponto de partida e a minha parceira foi como habitualmente a minha amiga Bruna. Podem ver o resultado já de seguida.
Actividade de Estágio - Observação de uma criança em FCT
Continua a actualização de trabalhos. Mais uma actividade de estágio que consistia em observar uma ou duas crianças na Formação em Contexto de Trabalho.
Actividade de Estágio - Caracterização do espaço físico da sala
Aqui está mais um trabalho. Desta vez é a caracterização da minha sala de estágio, ou seja, a sala das tartarugas.
domingo, 28 de junho de 2009
Relatório de Viagem -Visita ao Monte Selvagem

Quarta Feira, dia 24 de Junho estava marcada a viagem ao Monte Selvagem. Viagem esta que seria muito diferente das duas anteriores, porque seríamos acompanhados por crianças do infantário Sorrizinho, pelo facto de terem ganho o Concurso dos Direitos das Crianças em que participaram na Semana da Criança. Desta vez fui um dos primeiros a chegar ao local combinado. A pouco e pouco, colegas e professores iam chegando. Um mapa do monte selvagem foi distribuído a cada grupo de dois alunos que se iriam encarregar de três crianças durante a visita ao monte. Assim que a tropa estava reunida fomos buscar o batalhão ao infantário. Dentro de poucos segundos o autocarro foi invadido pelos sorrisos e brincadeiras das crianças que nos iriam acompanhar. Assim que todos estavam prontos arrancámos para uma longa viagem até ao Monte Selvagem. Chegados ao destino, as crianças foram entregues a cada grupo. Eu estava com a Andreia. Enquanto a Andreia ficou com as duas meninas que já conhecia e que gostavam muito dela, eu fiquei com o jovem Warlei. Ás vezes existem grandes coincidências. O Warlei era muito parecido a mim, quando era pequeno. Calado. Mesmo muito caladinho. Mas sempre disposto a brincar, a pular e a trepar tudo o que via. Fossem pedras, escorregas ou cordas o Warlei estava lá para brincar. Assim que entramos no Monte Selvagem, parámos para recuperar as energias da viagem. As crianças comeram, foram à casa de banho e nós fizemos o mesmo para nos preparar para a visita. Quando estava tudo pronto cada grupo reuniu-se com as respectivas crianças e começamos a visita. Aqui é difícil especificar tudo o que vimos. São mais de 300 animais de 70 espécies diferentes. A diversidade era mesmo muito. Começamos por ver alguns animais como a Lama, o Guaxinim, o Porco Espinho, as Tartarugas ou a Doninha. Fizemos uma primeira paragem num dos muitos locais com espaços infantis. As crianças andavam de escorrega, "Voavam" no baloiço, trepavam os pneus e lideravam castelos. Continuámos a viagem passando entre outros pelo Bufo Real e pelo Javali. Chegámos a uma grande área, onde existia um enorme colchão "Insuflável" que fazia as delícias dos mais pequenos. Pulos, saltos e trambolhões punham as crianças em euforia. O Warlei preferiu ficar a brincar na areia com outros amigos que também não quiseram ir saltar no "Insuflável". Seguidamente, fomos fazer uma viagem de Tractor. Ao longos dos extensos hectares que compunham o Monte Selvagem, pudemos ver Avestruzes, Emas, Iaques, Javalis ou Camelos enquanto o Guia explicava as origens de cada um. Quando terminou a viagem, regressamos ao "Parque das Merendas", para almoçar. Da parte da tarde, pudemos ver a Quintinha com Cabras, Leitões, Galos, Galinhas de Angola entre muitos outros animais. Prosseguimos a viagem vendo alguns dos animais mais esperados pelas crianças como o Crocodilo, a Cobra, a Iguana, a Zebra, o Canguru e os fantásticos Macacos. Entre as actividades paramos para mais umas brincadeiras como Escalar Paredes ou fazer uma espécie de "Rappel" Infantil, sem nunca esquecer o típico escorrega, casinhas de brincar e cavalos de pau que transformavam as crianças em autênticos cavaleiros da Távola Redonda. A tarde ainda deu para voltar ao Insuflável para mais uns pulos até chegar a uma apresentação muito interessante sobre algumas aves do Monte Selvagem. Aqui ouvimos uma senhora explicar a mudos e graúdos como se alimentavam as aves em questão, como caçavam, as suas características e modo de sobrevivência. As crianças, muito curiosas, lá iam fazendo algumas perguntas no meio de tanta atenção e admiração pelo que podia ser observado. O Bufo Real por exemplo, foi alvo de uma demonstração de Voo muito engraçada. Acabada a apresentação das aves, fomos ter ao local habitual, o Parque das Merendas. Aqui separei-me do Warlei, porque estava na altura de nos organizarmos para ir embora. Pelo meio ficou muita brincadeira, conversas típicas de criança e alguma repreensão porque não se pode fazer tudo o que apetece. No final acho que ganhei um amigo e uma experiência bastante positiva porque no futuro não faltarão viagens como esta. Acho que é importante sabermos desde já que este é um trabalho difícil, cansativo mas também recompensador. Antes de seguirmos em direcção a Setúbal, ainda passámos pelo bar e esplanada para descomprimir bem como pela loja à entrada do Monte Selvagem onde se poderia levar uma recordação para casa. Posto isto, estava na hora de regressar a casa, com muito para contar, sobretudo as crianças que nos acompanharam num viagem bastante boa.
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