sábado, 16 de maio de 2009

Psicologia - Carl Rogers

Aceitação incondicional do outro, empatia e congruência

Psicólogo norte-americano (8/1/1902-4/2/1987), criador da psicoterapia não diretiva, centrada no cliente. Carl Ransom Rogers nasce em Oak Park, Illinois. Entra para o Union Theological Seminary, em Nova York (1924), onde estuda por dois anos. Em seguida ingressa na Escola Normal da Universidade de Columbia, obtendo doutorado em psiquiatria. Enquanto estuda, trabalha na Associação para a Proteção à Infância, em Rochester. Torna-se diretor da entidade em 1930 e, no ano seguinte, recebe o PhD. A partir de 1935, dá aulas na Universidade de Rochester. Ensina também nas universidades de Ohio e de Chicago. Acredita que o paciente pode resolver suas dificuldades pela interação com um terapeuta receptivo. O psicólogo, de acordo com sua teoria, não deve conduzir a terapia, mas apenas supervisioná-la como sujeito passivo que ouve o cliente (ele questiona e abandona o termo "paciente"). Escreve Terapia Centrada no Cliente (1951). Entre 1957 e 1963, leciona na Universidade de Wisconsin, quando publica uma de suas obras mais conhecidas, Tornar-se Pessoa (1961). Muda-se para a Califórnia em 1963 e passa a ser membro do Centro de Estudos da Pessoa em 1968. Morre na cidade californiana de La Jolla.

Falando na vertente Rogeriana da educação nada melhor que começar por uma reflexão de Carl Rogers: "Tem-se de encontrar uma maneira de desenvolver, dentro do sistema educacional como um todo, e em cada componente, um clima conducente ao crescimento pessoal; um clima no qual a inovação não seja assustadora, em que as capacidades criadoras de administradores, professores e estudantes sejam nutridas e expressadas, ao invés de abafadas. Tem-se de encontrar, no sistema, uma maneira na qual a focalização não incida sobre o ensino, mas sobre a facilitação da aprendizagem autodirigida"

Em oposição a outros modelos de intervenção, Rogers propõe um que acredita na autonomia e nas capacidades de uma pessoa, no seu direito de escolher qual a direcção a tomar no seu comportamento e sua responsabilidade. Assim podemos dizer que a compreensão empática é um processo dinâmico que significa a capacidade de penetrar no universo perceptivo do outro, sem julgamento, tomando consciência dos seus sentimentos, sem no entanto, deixar de respeitar o seu ritmo de descoberta de si próprio, e a pessoa sente-se não apenas aceite, mas também compreendida enquanto pessoa na sua globalidade.

Assim na relação professor/aluno Rogers pôs ao dispor de todos nós alguns principios de acção, são eles:

»Não podemos ensinar, apenas podemos facilitar a aprendizagem;

»A maioria das aprendizagens significativas são adquiridas pela pessoa em acção, ou seja, pela sua experiência;

»A aprendizagem qualitativa acontece quando o aluno participa responsavelmente neste processo;

»A aprendizagem que envolve a auto-iniciativa por parte do aluno e a pessoa na sua totalidade, ou seja, dimensões afectiva e intelectual, torna-se mais duradoura e sólida;

»Quando a autocrítica e a auto-avaliação são facilitadas, e a avaliação de outrem se torna secundária, a independência, a criatividade e a auto-realização do aluno tornam-se possíveis;

»A aprendizagem concretiza-se de forma plena quando o professor é autêntico na relação pedagógica;

»Para uma aprendizagem adequada torna-se necessário que o aluno aprenda a aprender, quer dizer que, para além da importância dos conteúdos, o mais significativo para Rogers é a capacidade do indivíduo interiorizar o processo constante de aprendizagem.

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